sábado, 11 de maio de 2019

São João 2019 ...em curso


São João 2019

E viva a festa
Viva o povo viva o santo
São João todo se presta
e em Braga tem mais encanto




domingo, 7 de abril de 2019

Procissão da Burrinha 2019

(Letra de Silva Araújo
Música de A.Costa Gomes)

Procissão da Burrinha

Numa burrinha montada
-Amor de mãe, quanto podes !-
Maria livrou Jesus
Da mão sangrenta de Herodes.

Nessa jornada contou
Com seu esposo José,
O homem que a apoiou
Sempre ancorado na Fé.

Da procissão da Burrinha
Guardemos esta lição:
A vida do outro é sagrada.
O outro é meu irmão.

Numa burrinha montada
-Amor de mãe, quanto podes !-
Maria livrou Jesus
Da mão sangrenta de Herodes.

Herodes mostrou não ter
Uma boa consciência:
Para manter o poder
Quis matar a concorrência!

Da procissão da Burrinha
Guardemos esta lição:
A vida do outro é sagrada.
O outro é meu irmão.

Numa burrinha montada
-Amor de mãe, quanto podes !-
Maria livrou Jesus
Da mão sangrenta de Herodes.

Mas Jesus disse ser rei
Não como os reis das nações.
O seu desejo é reinar
Mas nos nossos corações.

Da procissão da Burrinha
Guardemos esta lição:
A vida do outro é sagrada.
O outro é meu irmão.

Numa burrinha montada
-Amor de mãe, quanto podes !-
Maria livrou Jesus
Da mão sangrenta de Herodes.

Para Jesus o poder
É serviço por amor.
Nele não há ambição
De vir a ser o maior.

Da procissão da Burrinha
Guardemos esta lição:
A vida do outro é sagrada.
O outro é meu irmão.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Páscoa 2019

O Lausperene é uma tradição secular em Braga.
Precede a semana Santa e percorre 23 igrejas.
(na foto na igreja de S.Paulo)

Consulte mais informação sobre a semana Santa de Braga (https://semanasantabraga.com/)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Lenço de namorados


Exposição no átrio do Hospital de Braga, até ao fim de Fevereiro de 2019.

Voltamos à carga, agora com mais tempo e melhor disposição, com mais companhia e por uma causa sempre nobre, a de distribuir sorrisos e palavras de amor, cantigas de lastro namoradeiro e abraços de cumplicidade: vai ser no Hospital de Braga, naquele átrio enorme, onde se caminha à procura de tudo e por onde se passa às vezes sem topar quem se precisa. Olhando para as paredes hão-de encontrar palavras e lenços e tapeçarias de amor, tudo a partir da ideia de terra ou aldeia ou pátria nossa, tudo num pedaço de pano, como se fora o território dos afectos todos. Haja saúde e nós cantaremos a partir do dia 1 até 28 de Fevereiro. 


Lenço dos namorados

O teu coração bordado
em lenço pé de flor
tem o sentido marcado
em quatro versos de amor.


Em quatro versos de amor
tão simples figuração
o lenço cheio de cor
dá vida ao meu coração.

Vai, lenço da minha vida,
nas asas de um passarinho,
falar da jura contida
nesse teu corpo de linho.

Vai, lenço enamorado,
vai contar à freguesia
que o teu sentido bordado
é de amor e fantasia.


Os dois corações unidos,
as silvinhas onduladas
e os craveiros floridos
enchem de cor as palavras.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Cantar as Janeiras (2019)

 Encontro de Grupos de Reis | 13 Janeiro | Altice Forum Braga
O Município de Braga promove a 13 de Janeiro o XXXII Encontro de Grupos de Reis, uma iniciativa que visa recolher e preservar esta tradição.

Estamos quase a entrar no palco

No palco ...quase a cantar

A cantar..."Vilancete Natalício" e "Reis de Dume"

Recorte do jornal do dia seguinte


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Medalha de mérito municipal 2018 - "Mérito Município de Braga"

A Câmara Municipal de Braga atribuiu a medalha de mérito de grau PRATA à nossa Associação.

Segundo o articulado do regulamento camarário, "A Medalha Municipal de Mérito, destina-se a distinguir as pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras de cujos actos advenham assinaláveis benefícios para o Município, quer pela divulgação dos seus valores, quer pelo superior exercício de funções autárquicas, quer por se haverem notalibilizado em qualquer ramo das ciências, cultura, desporto ou no exercício de qualquer outra actividade. "


No âmbito das festas do dia de São Geraldo, padroeiro da cidade, a medalha de mérito grau PRATA do município foi entregue à nossa Associação pelo seu incessante labor em prol da cultura .
É com enorme satisfação que recebemos esta condecoração precisamente quando iniciamos os festejos dos 40 anos da Associação.



domingo, 11 de novembro de 2018

Homenagem ao Senhor Prata

10 de Novembro de 2018 – Cemitério de Monte D’Arcos e Igreja do Carmo
Homenagem da Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé» ao seu associado e ex-presidente Manuel Tavares Lopes Prata, falecido a 10 de Outubro de 2018, com deposição no seu jazigo de uma escultura musical.


Nascido às portas da Sé, como ele gostava de referir, este nosso amigo e associado representou para nós – embora eu fale a partir da minha vivência com ele, creio que poderei usar este sujeito colectivo, pedindo desculpa por algum exagero ou desvio de concordância com quaisquer pessoas – este nosso amigo e associado dizia, representou para nós o bracarense genuinamente assumido em todas as dimensões: uma, a de tomar Braga como origem e fio condutor de seu país, outra, a de tomar a linguagem minhota e o folclore como marca de afirmação, outra ainda, a de considerar a convivência fora de portas o melhor caminho para conhecimento de intimidades, ainda, a de dar a mais séria relevância ao parecer, gerador de invejidade, finalmente, a de considerar todas as razões para se ser orgulhoso do que se tem.

Se alguém discordar de mim por dizer que o Prata dava importância a tudo e ao seu contrário, ia com todas as vozes e vinha com a dele, discutia a tostões a grandeza dos seus, afirmava com intensidade de reclamação tudo quanto achava injusto e perdedor por imposição de cima, terá as suas razões, mas as minhas memórias falam-me assim.

Não vou santificá-lo, mas vou insistir que este nosso amigo e associado foi bom, bonito e digno de reparo positivo em algumas dimensões do humano demasiado humano:

  • - falo do professor, que começou estudante da escola industrial, portanto do desenhador de máquinas, e depois caldeou seu ofício na Sarotos e na Sociedade Agrícola, e acabou professor de EVT e sindicalista, completando a sua formação superior;
  • - falo do soldado que foi à guerra na Guiné onde sofreu a morte de seu irmão também militar e onde caldeou arreigadamente na sua personalidade a dimensão do ser português num contexto de império colonial, dimensão que estruturava as suas memórias entre o divertido, o sério e o furiosamente injustiçado;
  • - falo da dimensão do animador cultural em festas e convívios, no guardador de cantigas que nos socializaram desde os anos cinquenta do século passado, no associado e folclorista (começou no Gonçalo Sampaio) que tinha uma vastíssima rede de conhecimentos e de contactos e que sempre se mobilizava para recolher cantigas e testemunhos de vida – recordo as nossas viagens por Monsul e pelos lares aqui em Braga, com a finalidade de nos documentarmos e de deixar o público satisfeito;

  • - falo do homem convivial da cidade, o desportista do Braga, o praticante de ténis de mesa, o jogador de mesa, o festeiro, com simpatia de trato e sempre com receptividade efusiva.

Pelo seu casamento com a Cândida, o nosso amigo e associado integrou-se numa família muito intensamente relacionada com a cidade e os seus valores, quer em termos de comércio, quer em termos de contactos e conhecimentos; o nosso grupo usufruiu de alguma documentação relevante sob o ponto de vista etnográfico e folclórico e por certo ainda mais haverá a transmitir.

Pessoas assim como o Né Prata deixam saudade e deixam também aquele sentimento de culpa de não termos feito tudo para mais os valorizarmos e melhor serem reconhecidos na sua acção. Disso me penitencio, e aqui peço desculpa se fui, no que teve de ser, um pouco intrometido, mas reconheço que tal omissão de valorização se fica a dever a esta área de estudo em que, por hábito, estamos habituados a pensar que o trabalho para e pelo colectivo se deve manter anónimo.
Falo por último dessa dimensão que o nosso amigo e associado tinha de nos fazer cúmplices de todos os seus problemas e enredos, desde os familiares aos sociais, num exercício antropológico de voz de recoveira, ofício de sua mãe e orgulhosa e transcendentemente transposto para a sua vida, a par da vaidade mitigada que sentia pela destreza de seu pai como guitarrista de fado e de boémias.



Manual Prata deixou-nos cedo, fez-nos partilhar de seu desenlace e mostrou-nos a coragem alegre com que enfrentou esta parte mais sofrida de sua vida, ele que já nos tinha sido pré-sinalizado por seu médico cardiologista, mas que tinha uma vontade indómita de resistir. E a quem, o nosso estilo de ser e de estar, de cantar e de dançar e de trajar, contribuíram para lhe sustentar a coragem e o gosto de viver.

O que ficou por dizer entre nós que nos sirva de alento para continuarmos e nos dê a garantia de nos superarmos.

À esposa, aos filhos, às noras e aos netos, aos seus familiares, exprimo mais uma vez os nossos sentimentos de luto e pesar e as nossas intenções de solidariedade no tempo futuro de celebração de sua vida. Que repouse em Paz!

José Machado, Braga 10 de Novembro de 2018

segunda-feira, 30 de julho de 2018

sexta-feira, 6 de julho de 2018

São João, 2018

Acabou o dia acabou a romaria.
Ainda ouvimos os ruídos de fundo.
Viva o São João de Braga
Viva.