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domingo, 28 de setembro de 2014

Para trás ficam desejos de Agosto


Para trás fica o querido mês de Agosto
a música na rua e o fulgor
das causas que se fazem por dispor
de quanta claridade tem um rosto

o teu, que me é dado sem imposto
e o meu, que não te chega por favor
Na rua é sempre o tempo promisssor
e a todos os desejos fica exposto


Depois, quando houver cartas de fastio
e as saudades forem de sobejo
a rua apelará a novo brio


por outro mês de fogo e de voragem
em qualquer chão de rua o nosso beijo
dará novo sentido à paisagem




quarta-feira, 10 de julho de 2013

Nós vemo-nos assim!


(Fotografia extraída da página do facebook de Luís Filipe Mourão, tirada por ele próprio e autorizada a ser retomada por nós. Obrigado. cf. https://www.facebook.com/photo.php?fbid=548151311911694&set=t.100000450584411&type=1&theater)

Assim nos expusemos mais uma vez, mais um ano e sempre, como cantámos já em outra ocasião. A fotografia capta um momento, uma ocasião e um processo cultural. O momento é o da passagem do grupo a cantar pelo lugar, numa altura em que o sol inundava o poente e se expandia pela Rua do Souto criando um foco de luz que é todo porosidade ao irreal e ao transcendente. A posição da câmara à altura dos olhos do romeiro ou espectador, em plano de conjunto, com alinhamento de verticalidades várias, gerou um fotografia documental. A ocasião foi a da passagem da procissão da Rua do Souto para a Rua de S. Marcos, cortando a meio a esplanada d'A Brasileira, com os toldos a fazerem de espelhos reflectores de  luz para o edificado e criando dois planos na horizontalidade: no solo, o amontoado de povo que assiste com sinais evidentes de atenção e, no alto, a divisão do espaço entre árvores, casario e céu. O processo cultural é o da nossa participação na procissão dos santos do mês de Junho no dia de S. João, nesta cidade de Braga, a 24 de Junho. A nossa participação faz-se num estilo de representação folclórica, trajados à moda da sociedade rural e urbana dos primeiros quartéis do século passado, figurando atitudes de vivência religiosa que se consideram na tradição cultural: a interpretação de cânticos religiosos, o desfilar em agregação quase espontânea de povo (sem formalismos exagerados de desfile ou exposição dos corpos); a finalidade da participação não é tanto a reprodução de um quadro historicamente plausível, mas o uso da forma tradicional para afirmar a vontade contemporânea de exprimir na procissão um cantado significativo e uma presença cultural do folclore que ainda mantém no nosso presente uma vitalidade muito expressiva em termos de socialização, de reflexão e de afirmação de valores. Posto por JM

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Cortejo Etnográfico 2012

O Cortejo Etnográfico foi uma iniciativa da Câmara Municipal de Braga e da Fundação Bracara Augusta, no âmbito da Capital Europeia da Juventude 2012; foi um evento que visou manifestar aquelas marcas de uma identidade bracarense que têm tido um lugar comum em muitas configurações, especialmente na dimensão folclórica; realizou-se pelas ruas de Braga na tarde do dia 30 de Setembro. Foi uma contribuição para a celebração do dia do turismo.
 
Freguesia de São Victor: as «Sete Fontes» - «Os sinos da Sé» e a tecnologia. A nossa associação aceitou bem o repto da Junta de Freguesia e decidiu integrar a simbologia das Sete Fontes, quer enquanto valor arquitectónico, quer enquanto valor espiritual, com uma pequena  mostra daquela parafernália tecnológica que ao longo dos últimos cem anos contribuiu para a divulgação, a recolha e o estudo da cultura portuguesa nas suas várias dimensões. A água e as tecnologias foram aqui tomadas como meios da expressão cultural: tal como não vivemos sem água, também já não nos representamos sem as velhas e novas tecnologias: primeiro a imprensa e a edição, depois a fotografia, o cinema, a rádio, o telefone, o disco, a gravação de som e de imagem, a televisão, o video, o temóvel, finalmente a internet.
 


«Alargai-vos, raparigas», foi o mote para esta dança. Nos cestos e nos baldes se colheram os livros e os instrumentos tecnológicos que hoje já são novos territórios da etnografia: as fotografias, os filmes, os programas televisivos de folclore, os jornais e as revistas, as pautas musicais, as gravações.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ainda sobre o Braga Celta

Considerações de um observador:

1. Aprecio esta dimensão contemporânea de «brincarmos com a história» seja aos romanos, seja aos medievais, seja aos celtas, seja aos presépios, seja aos praticantes de todas as religiões, seja até mesmo às cidades invisíveis ou às noites brancas. O ludismo é eminentemente uma ocasião de investimento, seja no conhecimento de nós e dos outros, seja no comercial, seja no «instrumental ou artefactal».

2. Esta dos Celtas surpreendeu-me, porque eu na escola primária tive um professor que me/nos entusiasmou pelos celtiberos, a ponto de no fim da escola irmos pelos caminhos da aldeia a cantar «...e os celtiberos, e os celtiberos...».(Aproveito para esclarecer que sou natural de Jales onde havia e há umas minas de ouro exploradas pelos romanos) Quer dizer que as misturas de sangue e de costumes sempre me fascinaram? Talvez. Quando o arqueólogo Francisco Queiroga retomou as escavações do Castro das Eiras ali em Vila Nova de Famalicão fui lá visitá-lo com o António Castanheira e ofereci-lhe uma agenda com o «Indiana Jones», foi em 1990 ou 91 e por lá deixei um rolo de fotografias a camisas e bordados populares que eu considerava terem motivos celtas. Digo isto para me penitenciar de nunca ter aprofundado a minha fascinação infantil pelos celtiberos...

3. Mas o meu irmão António, que foi viver para Esporões e se entusiasmou pela vida paroquial ou pela participação cívica na vida autárcica daquela freguesia, acabou por me redimir e dedicou-se ele a estudar os celtas, não sei se os celtiberos. Quando o vi como druida fiquei agarrado à minha infância, pareceu-me ele o meu professor e comecei a ouvir os colegas da primária a cantar pelas ruas o improviso dos celtiberos.

4. A entrega à causa Braga Celta por parte da freguesia de Esporões deixou-me deveras impressionado. Aquela transversalidade geracional dos avós aos netos é de enobrecer, é algo de muito semelhante ao que se vê nos grupos folclóricos porque é ao fim e ao cabo a essência da vida paroquial, modelo que se pretende para a vida municipal e que quase nunca se consegue na mesma dimensão de empenhamento.

5. Toda a contemporaneidade se assume nestes eventos por mais que se escondam relógios e telemóveis, porque a dimensão do simbólico não precisa de mais do que do mínimo para ser total.

6. Não duvido um momento de que é no folclore que nos revelamos melhor, portanto aqui fica o apelo a esta leitura do evento para quem a desejar aprofundar.

(Posto por José Machado)

sábado, 18 de agosto de 2012

Pitões das Júnias - 15 de agosto de 2012

No dia 14, terça-feira, choveu intensamente durante todo o dia, por isso estávamos receosos para o dia seguinte, embora os metereologistas previssem melhoria do tempo. De facto, pelas 6:30 saímos de Braga com céu limpo e azul, chegámos a Pitões das Júnias pelas nove da manhã, já as nuvens pairavam  ameaçadoras e uns pequenos chuviscos receberam-nos de braços abertos.

Sentimos a geografia do lugar e chegados ao Mosteiro rezámos e cantámos a missa a Nossa Senhora, sim coubemos todos no Mosteiro.

Deixamos aqui pedaços do ir e vir da procissão, do ir desde a Capela do centro da aldeia até ao Mosteiro Beneditino a ameçar ruir, o vir foi do Mosteiro até ao centro da aldeia ali no largo aonde ficaram os andores de São Rosendo e de Santa Bárbara e de Santa Maria das Júnias abrigados na Junta de Freguesia.





segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vamos bailar à Senhora, 2011

Decorreu, no passado dia 21 de Agosto, o evento "Vamos bailar à Senhora", integrado na Peregrinação dos emigrantes ao Sameiro.














Contou com a presença dos grupos:
- Associação Cultural e Festiva"Os Sinos da Sé" - Braga
- Grupo Folclórico e Etnográfico de Palmeira - Braga
- Rancho Folclórico S. João Baptista de Nogueira - Braga
- Rancho Folclórico da Cruz Vermelha - Delegação de Braga
- Grupo Etnográfico de Aldreu - Barcelos
- Grupo Folclórico de Cabreiros - Braga
- Grupo Folclórico de Marrrancos - Vila Verde
- Participações individuais de elementos da Rusga de S. Vicente e do Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio - Braga

O evento foi coordenado pelo professor José Machado













As letras dos bailes podem ser aqui encontradas:

1. Rusga de entrada 
2. Vira do Solar da Imaculada
3. Malhão vamos bailar à Senhora
4. Vira dos romeiros
5. Senhora do Sameiro (cantada no fim da missa)


O álbum com algumas fotos pode ser visto aqui:



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Uma exposição muito divertida!

Cá estão as fotos: esta primeira indica o local, a Casa dos Crivos, em Braga, onde temos a exposição de trajes «Os fios e nós da moda velha» - uma homenagem ao trabalho de Cecília de Melo.

No exterior colocámos uns «figurões» em vinil para as pessoas poderem fotografar-se «trajadas»: só têm de dar a cara aos «monos» e eles passam a ser pessoas devidamente enquadradas social e culturalmente pelo que vestem e pela pose em que se mostram. Ao lado, as pessoas podem servir-se de um chapéu e de dois lenços. Tem sido um corridinho de espanto e de surpresas, todos se riem e muitos perguntam se têm de pagar alguma coisinha, mas logo sabem que é de graça e para seu próprio divertimento. Então muitos entram e vêem as origens da experiência.

As fotografias que deram origem ao jogo de representação foram tiradas em Leganés, Espanha. Neste caso, trata-se do Manuel Prata e da Cecília de Melo, ele em traje domingueiro e ela também, com a variante do trajo de Sequeira.

Por trás dos «monos» temos uns banquinhos feitos de caixinhas de madeira, coisa que estava ali na Casa sem se saber para quê; uma já ruiu de podre e outra foi furada pelo salto afiado de um sapato feminino; já houve tombos e quase esganamentos, mas o divertimento dobra depois dos incidentes.

Esta técnica turística é bem apreciada e o facto de obrigar um par tem dado que ver. Já houve a uniformidade de papéis, com o chapéu e o lenço a cumprirem a missão de  localizar o «Wally».

Depois, entrando, a exposição diverte de outra maneira, a uns deixando esclarecidos, a outros surpreendidos. Não foi uma exposição feita para polemizar, mas sim para gerar empatia de contactos e conhecimentos. O livro de visitas vai dando conta de todas as apreciações, quase todas a baterem na mesma tecla de continuarmos a preservar os trajes e a justificar a obra de os fazer, usar e mostrar.

Há sempre música no ar, umas vezes de gravação, outras vezes ao vivo, com o José Machado a tocar gaita de foles e com o João a tocar concertina.

Na quinta-feira passada houve ali ensaio do grupo, à noite, e na próxima volta a haver. Vamos ver no que dá, mas para já os resultados são animadores.

Lá dentro vendemos o livro da exposição e outras edições nossas, 4 discos e o livro No País dos Verdes.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O "bira" de Vila Verde - IECON 2009

Uma amostra do vira de Vila Verde. Começa torto, o vídeo, mas logo, logo, fica na linha.