sexta-feira, 30 de abril de 2010
Ensaio na biblioteca....
sábado, 24 de abril de 2010
Vinho Verde, S.João e Pingo Doce
Mas não é.
Não foi nada igual à outra visita.
Outras músicas, outros cantares, outros dançares.
Já se adivinhava.
Um cheirinho de S.João nesta visita ao Pingo Doce no BragaParque.
E vinho.
#1
#3
sábado, 17 de abril de 2010
BragaParque - Pingo Doce - sexta-feira 16 de Abril
E nós, «os Sinos da Sé», fomos.
Fomos produzir aquela alegria contagiante que o folclore minhoto inclui nos seus cantares e nas suas danças e assim nos passeámos pelos corredores e parámos naqueles espaços entre os produtos alimentares, ali junto do talho, mais além ao pé dos vinhos ou entre os vinhos e os congelados, depois à entrada, para interromper quem passava apressado e espantar quem ia já espantado de ouvir ao longe, ao pé das frutas e ao pé do pão. Foi uma experiência para repetir na próxima sexta-feira dia 23, a partir das 18.30 H.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Páscoa em Braga 2010
Largo Senhora-a-Branca...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
maçãzinha...
ouvi cantar .... e chorar
(na Câmara de Vila Verde, após a apresentação do Boletim Cultural, surgiu assim espontâneamente.)
... maçã vermelhinha... que me deu o caiador
(esta "maçãzinha" vem de Cervães, da casa do Costa. Da casa da mãe da Amélia. Que a canta, como se fosse pequenina e estivesse no campo com as jornaleiras da sua quinta.)
Genuíno cantar. Puro. Voz cristalina.
(a Amélia aparece no vídeo...depois é só ouvir)
D. João de Castro "Jornadas no Minho"

A notícia já foi dada neste blogue, o acontecimento ocorreu na Biblioteca Professor Machado Vilela de Vila Verde, no pretérito dia 29 de Janeiro, sexta-feira à noite, jogava o Braga contra o Sporting e ganhou.
Estas fotos foram enviadas pelo primo (João de Castro e Mello) do neto (J. de Castro e Mello Trovisqueira) do Dr. João de Castro, cuja obra, Jornadas do Minho, publicada pela primeira vez em 1906, foi inserida, em fac-simile, no nº duplo, 3 e 4, do Boletim
Cultural da Câmara Municipal de Vila Verde, em trabalho do professor Doutor Aurélio de Oliveira.
O leitor tomará para si, se quiser, algumas razões para ler este livro do Dr. D. João de Castro, escritor vilaverdense do século passado, mas já nascido no século XIX.
1) O livro é uma preciosidade literária não só pela ortografia da época, mas pela linguagem e estilo, riqueza de vocabulário e modo de tratamento da descrição de gentes e de terras;
2) Há no livro uma memória documentada de património, de usos e costumes, de modas e tendências, de história das ideias: com referências históricas, regresso a lendas, evocação de personalidades, citação de autores, memória esta que é entretecida com uma narrativa de amores, afectos, paixões e estados de alma,
onde o simbolismo das mulheres, uma persistente, outras ocasionais, mas todas com os traços da efemeridade do tempo, ocupa a estratégia do autor: o Minho é uma mulher belíssima, para uns amor declarado e persistente, para outros conquista ocasional, mas nunca indiferente a uma economia de desejo e de ansiedade;
3) Há no livro comentários críticos preciosos e de uma actualidade pós-moderna pertinentíssima, a fazer notar que os ecologistas avant la lettre não são um invenção. As notas de carácter
etnográfico são absolutamente espantosas, a par das informações sobre práticas musicais, corais ou individuais, de orquestras ou de compositores consagrados. Quem se der ao trabalho, como nós fizemos, de restaurar a memória de sons populares como o Regadinho, o Malhão, a Caninha Verde, o Carro Americano, por exemplo, bem notará que os caminhos da tradição persistem e contrastam em flagrante, por costume e por invenção de momento, com esta abundância contemporânea: talvez a espontaneidade de ontem não seja a mesma de hoje no que toca a festas e romarias, mas, de resto, os sons fazem o seu caminho em todas as idades e épocas;
4) O Minho é um desejo de conhecimento, uma viagem no seu interior é uma paideia educativa, uma aprendizagem de tempêros! Qualquer dia haverá forma de fazer a viagem de caleche!Leiam e digam.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
"Carro amaricano"
Sexta-feira dia 29 de Janeiro de 2010.
Fomos a Vila Verde animar o lançamento do Boletim Cultural da Câmara Municipal.
O tema do Boletim homenageia o escritor e poeta D.João de Castro, nascido em Azurara, Vila do Conde, em 1871, trazendo a lume a obra "Jornadas no Minho" publicada pela primeira vez em 1906.
Logo nas primeiras páginas desta viagem diz o seu autor:
"Em romarias ou bailados campestres, o Carro Americano canta-se e dansa-se a par da Canninha Verde, do Regadinho e do Malhão, acompanhado pelo estalar das palmas no expressivo retornello:
Oh ai ! Oh Ai !
Oh ai, meu bem !
O carro americano
Vae p'r'a Póvoa sem ninguém! "
E assim tocamos e cantamos nestas jornadas.
Mais adiante na visita a Braga, D. João escreve (atente nesta ortografia - início do século XX!)
"Na tarde d'esse dia, fomos á Sé, onde um mellifero servo de samarra escura, á voz auctorizada do nosso companheiro de acaso, desengavetou, sôb os nossos olhos curiosos, todo o bric-à-brac que a Cathedral, tantas vezes viuva dos seus primazes, conserva com árras honorificas d'essas immoderadas núpcias."
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Missa de 100 anos
era uma missa
com batizado primeiro
depois os cem anos
do senhor António chapeleiro
a missa correu cantada
com parabéns até
que bem os cantaram
«os sinos da sé»
se no fim havia lágrimas
elas eram de emoção
numa vida de 100 anos
a festa é do coração
baralhei os acontecimentos
pois o batizado era no fim
uma missa destas
também eu queria p'ra mim
