sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ensaio na biblioteca....

Dia 29 de Abril - dia internacional da dança

A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva convidou o grupo Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé» para uma actividade de celebração do Dia Mundial da Dança, a ocorrer na Sala de Exposições da Biblioteca, no dia 29 de Abril (quinta-feira), a partir das 21h30.







«Todos os tipos de dança são considerados nesta celebração, mas a Biblioteca, este ano, decidiu pôr o acento na dança tradicional popular.

O grupo convidado irá aproveitar esta oportunidade para ilustrar algumas dimensões importantes das danças tradicionais minhotas, mostrando até o fruto da viagem de trabalho que o seu director artístico, o professor José Machado, fez no mês de Setembro do ano passado à Malásia, concretamente ao Bairro Português de Malaca, onde permaneceu 23 dias ocupado no desenvolvimento de conteúdos coreográficos com os grupos de folclore do Bairro, grupos esses que têm também algumas danças minhotas como raiz inspiradora.

 Tomando a dança como mecanismo social de regulação das distâncias entre os corpos, ver-se-á que ela é também reguladora de outras simbólicas culturais e mantém toda a sua energia motivadora das relações sociais nas comunidades e nos grupos que a desenvolvem.

Exemplificando as várias modalidades de inscrição da dança tradicional no tecido social (em roda, em fila, em quadrado, em cruz), os elementos do grupo dispõem-se também a partilhar experiências com todos aqueles que comparecerem a esta celebração.» (JM)


 (Depois do "vira" ter chegado a Malaca - "Vira di Bairu Português" - tornámos a trazê-lo para cá e aqui o estamos a cantar. Também andamos a aprender a dançá-lo, mas não há fotos, foi um exclusivo para quem lá esteve!)

sábado, 24 de abril de 2010

Vinho Verde, S.João e Pingo Doce

Outro dia. Outra visita. Parece igual? Parece.
Mas não é.
Não foi nada igual à outra visita.
Outras músicas, outros cantares, outros dançares.
Já se adivinhava.
Um cheirinho de S.João nesta visita ao Pingo Doce no BragaParque.
E vinho.

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sábado, 17 de abril de 2010

BragaParque - Pingo Doce - sexta-feira 16 de Abril

Pingo Doce. Venha cá.
E nós, «os Sinos da Sé», fomos.
Fomos produzir aquela alegria contagiante que o folclore minhoto inclui nos seus cantares e nas suas danças e assim nos passeámos pelos corredores e parámos naqueles espaços entre os produtos alimentares, ali junto do talho, mais além ao pé dos vinhos ou entre os vinhos e os congelados, depois à entrada, para interromper quem passava apressado e espantar quem ia já espantado de ouvir ao longe, ao pé das frutas e ao pé do pão. Foi uma experiência para repetir na próxima sexta-feira dia 23, a partir das 18.30 H.


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Quem me dera dos teus lábios
Um beijo, leve que fosse,
Que eu havia de o brindar
Num vinho de pingo doce!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Páscoa em Braga 2010

Nesta semana esta Associação, remete-se ao silêncio e absorve os acontecimentos da semana santa.


#1: 31 de Março, Cortejo Bíblico «vós sereis o meu povo». Procissão de nossa senhora da burrinha.
Largo Senhora-a-Branca...









Procisão do Senhor «Ecce Homo».
Quinta-feira, 1 de Abril de 2010.




#2: na rua do Anjo, ainda não chovia e as pinhas ardiam








 #3:  começou a chover já a procissão ía a meio.








#4: «Ecce Homo»















#5: dia 2 de Abril,sexta-feira Santa, procissão do enterro do Senhor.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

maçãzinha...

Esta maçãzinha .... madura...
ouvi cantar .... e chorar

(na Câmara de Vila Verde, após a apresentação do Boletim Cultural, surgiu assim espontâneamente.)

... maçã vermelhinha... que me deu o caiador

(esta "maçãzinha" vem de Cervães, da casa do Costa. Da casa da mãe da Amélia. Que a canta, como se fosse pequenina e estivesse no campo com as jornaleiras da sua quinta.)

Genuíno cantar. Puro. Voz cristalina.

(a Amélia aparece no vídeo...depois é só ouvir)

D. João de Castro "Jornadas no Minho"


A notícia já foi dada neste blogue, o acontecimento ocorreu na Biblioteca Professor Machado Vilela de Vila Verde, no pretérito dia 29 de Janeiro, sexta-feira à noite, jogava o Braga contra o Sporting e ganhou.



Estas fotos foram enviadas pelo primo (João de Castro e Mello) do neto (J. de Castro e Mello Trovisqueira) do Dr. João de Castro, cuja obra, Jornadas do Minho, publicada pela primeira vez em 1906, foi inserida, em fac-simile, no nº duplo, 3 e 4, do Boletim Cultural da Câmara Municipal de Vila Verde, em trabalho do professor Doutor Aurélio de Oliveira.

O leitor tomará para si, se quiser, algumas razões para ler este livro do Dr. D. João de Castro, escritor vilaverdense do século passado, mas já nascido no século XIX.

1) O livro é uma preciosidade literária não só pela ortografia da época, mas pela linguagem e estilo, riqueza de vocabulário e modo de tratamento da descrição de gentes e de terras;

2) Há no livro uma memória documentada de património, de usos e costumes, de modas e tendências, de história das ideias: com referências históricas, regresso a lendas, evocação de personalidades, citação de autores, memória esta que é entretecida com uma narrativa de amores, afectos, paixões e estados de alma, onde o simbolismo das mulheres, uma persistente, outras ocasionais, mas todas com os traços da efemeridade do tempo, ocupa a estratégia do autor: o Minho é uma mulher belíssima, para uns amor declarado e persistente, para outros conquista ocasional, mas nunca indiferente a uma economia de desejo e de ansiedade;

3) Há no livro comentários críticos preciosos e de uma actualidade pós-moderna pertinentíssima, a fazer notar que os ecologistas avant la lettre não são um invenção. As notas de carácter etnográfico são absolutamente espantosas, a par das informações sobre práticas musicais, corais ou individuais, de orquestras ou de compositores consagrados. Quem se der ao trabalho, como nós fizemos, de restaurar a memória de sons populares como o Regadinho, o Malhão, a Caninha Verde, o Carro Americano, por exemplo, bem notará que os caminhos da tradição persistem e contrastam em flagrante, por costume e por invenção de momento, com esta abundância contemporânea: talvez a espontaneidade de ontem não seja a mesma de hoje no que toca a festas e romarias, mas, de resto, os sons fazem o seu caminho em todas as idades e épocas;

4) O Minho é um desejo de conhecimento, uma viagem no seu interior é uma paideia educativa, uma aprendizagem de tempêros! Qualquer dia haverá forma de fazer a viagem de caleche!Leiam e digam.









segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"Carro amaricano"



Sexta-feira dia 29 de Janeiro de 2010.

Fomos a Vila Verde animar o lançamento do Boletim Cultural da Câmara Municipal.


O tema do Boletim homenageia o escritor e poeta D.João de Castro, nascido em Azurara, Vila do Conde, em 1871, trazendo a lume a obra "Jornadas no Minho" publicada pela primeira vez em 1906.

Logo nas primeiras páginas desta viagem diz o seu autor:

"Em romarias ou bailados campestres, o Carro Americano canta-se e dansa-se a par da Canninha Verde, do Regadinho e do Malhão, acompanhado pelo estalar das palmas no expressivo retornello:

Oh ai ! Oh Ai !
Oh ai, meu bem !
O carro americano
Vae p'r'a Póvoa sem ninguém! "

E assim tocamos e cantamos nestas jornadas.
Mais adiante na visita a Braga, D. João escreve (atente nesta ortografia - início do século XX!)

"Na tarde d'esse dia, fomos á Sé, onde um mellifero servo de samarra escura, á voz auctorizada do nosso companheiro de acaso, desengavetou, sôb os nossos olhos curiosos, todo o bric-à-brac que a Cathedral, tantas vezes viuva dos seus primazes, conserva com árras honorificas d'essas immoderadas núpcias."

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Missa de 100 anos

Fomos "cantar" na missa de aniverário do senhor António e a coisa saíu em jeito de verso corrido, assim:



era uma missa
com batizado primeiro
depois os cem anos
do senhor António chapeleiro








a missa correu cantada
com parabéns até
que bem os cantaram
«os sinos da sé»





se no fim havia lágrimas
elas eram de emoção
numa vida de 100 anos
a festa é do coração






baralhei os acontecimentos
pois o batizado era no fim
uma missa destas
também eu queria p'ra mim

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

CD de NATAL e REIS


Já está disponível o novo CD com música de NATAL e REIS.

«Os Sinos da Sé» deram-se agora ao trabalho de gravar mais um CD, um conjunto de 8 temas, sob a temática do Natal, para mostrar o que têm andado a mobilizar culturalmente, no jeito de fazer festa com as manifestações musicais e poéticas desta sociedade tão de farturas cosmopolitas mas tão precisada de manifestações que reafirmem os valores culturais civilizacionais que a têm inspirado ao longo dos tempos.


Um disco contaminador!
Cante os reis connosco e conheça também a pequena história desta oitava faixa.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Missa de Reis - Calheiros, Ponte de Lima


ainda em Calheiros, depois da missa e
apaziguados os estômagos, cantaram-se os reis.








o grupo de jovens de Calheiros bem os cantou também e amealhou umas c'roas.







e nós, continuamos a reizada até à dança...










o espaço era pequeno mas lá que dançamos, dançamos.