sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Barrada 2011 - primeiro apontamento

Este primeiro apontamento sobre a festa da Imaculada Conceição em Barrada, no Alentejo é de silêncio, é de palavras contidas





A nossa presença na festa decorreu e tem decorrido de um acto de amor: a Amélia Freitas, depois de enviuvar, refez a sua vida com o Chico Rato, alentejano dos sete costados, homem da restauração  no «Pátio Alentejano» em Évora, membro dirigente da Associação Cultural de Barrada, cantador, animador. A festa da padroeira, Nossa Senhora da Conceição, acontece naquela capelinha do lugar e consta de missa, procissão e outras actividades festivas, desde a véspera. Nós temos ido para cantar a missa, fazer a procissão e mostar os nossos bailes. É uma jornada de viagem demorada, sete horas para lá, seis para cá, conforme as paragens de conveniência. O senhor padre Manuel lidera as cerimónias e valoriza muito bem a dimensão popular que a tradição cunhou nos festejos: a procissão corre as ruas de Barrada, com instrumental da banda dos bombeiros de Alvito, com reza dos mistérios do terço e cantos processionais da nossa parte. O povo segue em filas com as velas acesas. Há uma ou outra porta entreaberta, mas a aldeia está sempre mergulhada no maior sossego, com tantos pormenores de habitabilidade como de isolamento. Ficam as ruas abençoadas, os caminhos, as casas e os campos. Costuma estar mais frio que calor quando a cerimónia recolhe à capelinha, por isso este ano os bailes foram no salão da sede cultural, ali ao lado, onde se almoça e se janta, onde está o bar e todos os serviços associativos. As pessoas estimam-nos e a relação criada passa já por apertos de coração: existe uma empatia de saudação, mas também de conversa, de conhecimento progressivo, Já nos vemos envelhecer juntos e fazemos sempre votos para mais um ano: «chorai olhos, chorai olhos / que o chorar não é desprezo / também Maria chorou / quando viu seu filho preso» - foi assim a moda alentejana entoada pelo ponto e erguida pelo alto. (Escrito por JM, em 13/12/2011)
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domingo, 4 de dezembro de 2011

Monção: lançamento do livro "Auto do vinho"

Fomos a Monção, ao Paço do Alvarinho, animar o lançamento do livro "Auto do Vinho" do prof. Aurélio de Oliveira.

A tarde chuvosa prometia animação...no final provámos os verdes e atestámos da sua execelente qualidade.


Houve três discuros sobre o evento e sobre o livro... a certa altura dizia o presidente da câmara de Monção "...a cultura é o lubrificador do desenvolvimento...", depois cantámos ao auto e ao vinho... 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Aqui estão os reis à porta...

Aqui estão os reis à porta
dispostos para os cantar
se nos quiser dar os reis
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Alto lá, antes dos reis foi o S.Martinho com animação no Pingo Doce no Braga Parque...


O avental...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Castanhas, vinho novo e folclore

Vêm aí o S.Martinho. Cheira a castanhas, cheira a vinho novo, estamos aí p'ró folclore. Em termos politicos há que pedir pelos milagres...e nós temos que nos desdobrar e fazer das "tripas coração" e sermos autênticos "castanheiros"...


No alto daquela serra
tem meu pai
tem meu pai um castanheiro
dá castanhas em outubro
uvas brancas
uvas brancas em janeiro 

Nos arrumos do Outono juntei estas fotos que nos recordam momentos e nos fazem viajar pela cidade de Braga, S.Victor, Guadalupe, Casa de Trás-os-Montes, pelos ouriços, pela avenida, casa dos Crivos, Peneda,  Tibães...


terça-feira, 4 de outubro de 2011

"Cantigas de antigamente"

Estamos no século 21, no ano de 2011...li algures (ler, ler! não li, mas que me terá passado pela retina dos olhos, terá) dizia que ouvi dizer que os cientistas do Cern (aquele laboratório na Suiça ultra-sofisticado...) descobriram uma partícula que navega a uma velocidade superior à da luz...e isto que tem a ver com este repetido vídeo em cor de sépia?

É que não andei para a frente, andei para trás e fui tão rápido, tão rápido que fui algures ao século 19 e trouxe de lá este filme...cantigas de antigamente que num abrir e fechar de olhos...até gostamos de ouvir como se estivessem aqui ao lado...e estamos bem conservados!

Os cientistas terão ficados tão espantados que vão voltar a repetir as danças das partículas para verem se saíem iguais!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Festas de Nª.Srª da Piedade e S.Marçal - 2011

O cartaz anuncia-nos nas festas grandiosas em honra de Nossa Senhora da Piedade e São Marçal, ali no Parque da Guadalupe, Braga.


A tertúlia decorreu na pequena capela de Nª Srª da Guadalupe e ficámos a perceber as diferenças entre festa e romaria, bem como quais os quesitos que uma festa deverá ter e não ter...


Noite.
Em Guadalupe.
(não falemos para já no percurso em "procissão" desde a Arcada até ao Parque de Guadalupe)
Os grupos actuaram pela ordem anunciada. Chegada a nossa vez cantámos, ouçam este inédito...


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Uma possível síntese do “meu querido mês de Agosto”

Acabado o Agosto das férias, da praia, das visitas aos museus, dos anos da minha mãe e da retoma ao trabalho [...etc], ocorrem-me três apontamentos curtos.

1. Nasceu a Mariana, filha da filha de uma colega de trabalho, e surgiu a música do “Carro Amaricano” recolhida por Gonçalo Sampaio.

Mariana nasceu em Guimarães pois a mãe também, mas vive em Braga – esta polaridade fica para outro apontamento, mas faz lembrar aquela do Xiquinho que mora em Braga e a mulher noutro lugar...

Virá aí o TGV e como tal Mariana não vai andar no carro americano (que apareceram pela Póvoa de Varzim em 1874 e ligavam o centro desta a Vila do Conde) a não ser que esta crise nos leve outra vez a isso.

Deixo aqui uma foto do dito carro pois da Mariana ...deixe-mo-la crescer primeiro.





“Mariana é baixinha lindo bem!
Traz a saia pela lama;
Tenho dito mile bezes
Ergue a saia Mariana!

Ó ai!Ó ai! Ó ai meu bem
O carro amaricano
Bai p’ra Poboa sem ninguém! …”

(este apontamento aponta para o Cancioneiro Minhoto como fonte de inspiração do grupo – as recolhas do antigamente projectadas no agora!)



2. Durante o mês de agosto os ensaios ocorreram na rua de S.Marcos, à noite pelas nove horas começava o burburinho e o ajuntamento. A rua ficava ali com uma bola de gente a dançar, a ver dançar, a cantar e a cantarolar.

Junto às gelosias da Casa dos Crivos fizemos da rua terreiro.



Uma "curta" à exposição "Os fios e nós da moda velha", o termo "moda" remete-nos para o hoje, o moderno, o agora, por outro lado o adjectivo "velho" dá-lhe movimento. Gostei também desta flor numa camisa e dos fantásticos coletes...em suspensão.
















(este apontamento aponta para a participação popular no folclore – o folclore faz-se dentro de nós)



3. “Vamos bailar à Senhora”, Sameiro  – das centenas deixo aqui uma foto de um dos ensaios na Cripta. Ocorrem-me recursivamente os versos “dançar é rezar também…”. Foi uma festa bonita que ainda baila na minha cabeça…














(este apontamento aponta para o método, o suor, o trabalho sistemático, a fé de acreditar )

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vamos bailar à Senhora, 2011

Decorreu, no passado dia 21 de Agosto, o evento "Vamos bailar à Senhora", integrado na Peregrinação dos emigrantes ao Sameiro.














Contou com a presença dos grupos:
- Associação Cultural e Festiva"Os Sinos da Sé" - Braga
- Grupo Folclórico e Etnográfico de Palmeira - Braga
- Rancho Folclórico S. João Baptista de Nogueira - Braga
- Rancho Folclórico da Cruz Vermelha - Delegação de Braga
- Grupo Etnográfico de Aldreu - Barcelos
- Grupo Folclórico de Cabreiros - Braga
- Grupo Folclórico de Marrrancos - Vila Verde
- Participações individuais de elementos da Rusga de S. Vicente e do Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio - Braga

O evento foi coordenado pelo professor José Machado













As letras dos bailes podem ser aqui encontradas:

1. Rusga de entrada 
2. Vira do Solar da Imaculada
3. Malhão vamos bailar à Senhora
4. Vira dos romeiros
5. Senhora do Sameiro (cantada no fim da missa)


O álbum com algumas fotos pode ser visto aqui:



terça-feira, 16 de agosto de 2011

entre as "tardes" e os "fios" fizemos uma "meia" em S. Victor

Pois é, para que conste o registo de que entre as "Tardes de Domingo" - dia 17 de Julho e a exposição "Os fios e nós da moda velha" inaugurada a 29 de Julho e ainda a decorrer na Casa dos Crivos, participamos na feirinha de S.Victor ali no largo da Senhora-a-Branca.

#1 - a Senhora-a-Branca, vigilante sobre o seu largo

#2 - nos tempos que correm é no "pé-de-meia" que devemos apostar

#3 - na tendinha havia bolos, discos,  música e cantorias

#4 - houve uma pequena merenda na "Casa da Prisca", logo ali no largo

#5 - à noite, a plateia

#6 - a fase dos discursos, o Dr. Firmino mencionou ... o cheiro das laranjeiras

#7 - apesar de pequeno, no palco dançámos

#8 - o agradecimento final, depois fomos à feijoada


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Uma exposição muito divertida!

Cá estão as fotos: esta primeira indica o local, a Casa dos Crivos, em Braga, onde temos a exposição de trajes «Os fios e nós da moda velha» - uma homenagem ao trabalho de Cecília de Melo.

No exterior colocámos uns «figurões» em vinil para as pessoas poderem fotografar-se «trajadas»: só têm de dar a cara aos «monos» e eles passam a ser pessoas devidamente enquadradas social e culturalmente pelo que vestem e pela pose em que se mostram. Ao lado, as pessoas podem servir-se de um chapéu e de dois lenços. Tem sido um corridinho de espanto e de surpresas, todos se riem e muitos perguntam se têm de pagar alguma coisinha, mas logo sabem que é de graça e para seu próprio divertimento. Então muitos entram e vêem as origens da experiência.

As fotografias que deram origem ao jogo de representação foram tiradas em Leganés, Espanha. Neste caso, trata-se do Manuel Prata e da Cecília de Melo, ele em traje domingueiro e ela também, com a variante do trajo de Sequeira.

Por trás dos «monos» temos uns banquinhos feitos de caixinhas de madeira, coisa que estava ali na Casa sem se saber para quê; uma já ruiu de podre e outra foi furada pelo salto afiado de um sapato feminino; já houve tombos e quase esganamentos, mas o divertimento dobra depois dos incidentes.

Esta técnica turística é bem apreciada e o facto de obrigar um par tem dado que ver. Já houve a uniformidade de papéis, com o chapéu e o lenço a cumprirem a missão de  localizar o «Wally».

Depois, entrando, a exposição diverte de outra maneira, a uns deixando esclarecidos, a outros surpreendidos. Não foi uma exposição feita para polemizar, mas sim para gerar empatia de contactos e conhecimentos. O livro de visitas vai dando conta de todas as apreciações, quase todas a baterem na mesma tecla de continuarmos a preservar os trajes e a justificar a obra de os fazer, usar e mostrar.

Há sempre música no ar, umas vezes de gravação, outras vezes ao vivo, com o José Machado a tocar gaita de foles e com o João a tocar concertina.

Na quinta-feira passada houve ali ensaio do grupo, à noite, e na próxima volta a haver. Vamos ver no que dá, mas para já os resultados são animadores.

Lá dentro vendemos o livro da exposição e outras edições nossas, 4 discos e o livro No País dos Verdes.