A Associação Cultural e Festiva "Os Sinos da Sé", assumiu a história do Grupo Folclórico de Professores de Braga, fundado no ano lectivo de 1978/79 na Escola Francisco Sanches, com a finalidade de desenvolver unidades de estudo e recreio no âmbito das manifestações musicais e coreográficas que configuram aspectos da cultura popular minhota.
Andámos pela cidade a cantar este Romance de S.João - um romance de amor favorecido pelo milagroso São João...ali no café d'A Brasileira, pela manhã...
Em primeira mão, o hino Galego, um original pondalino (Eduardo Pondal [1835-1917] poeta galego). Apareceu este hino pela primeira vez em 1907, e foi evitado cantar-se durante o franquismo, é um hino à liberdade e faz referências a um mitológico guerreiro celta Breogán.
O convite feito pela Universidade do Minho / Casa Museu de Monção através do senhor professor Doutor Viriato Capela, contando com a representação da Reitoria da Universidade do Minho e do senhor Presidente da Câmara Municipal de Monção, para além de professores investigadores galegos e portugueses, dizia para estarmos presentes nas cerimónias de Homenagem a Portugueses mortos pelo Franquismo na Galiza durante a Guerra Civil de Espanha (1936 a 1939).
A actuação do grupo cultural "Os Sinos da Sé" era o último ponto do programa: começou às 18:00 e terminou às 19:15. Foi nos jardins da Casa Museu.
uma varanda de público
Deixamos aqui as fotos em formato de fitas.
Cantámos e dançámos como não podia deixar de ser e percorremos um pouco da história de Portugal e de Espanha, entre os anos de 1930 a 1960 interpretando, claro está, músicas que no tempo foram vividas como conteúdos da polémica guerra civil, umas de cariz revolucionário, outras de cariz religioso, umas praticadas no campo da batalha, outras criadas mais tarde por influência directa dos acontecimentos vividos e das esperanças neles investidas, como foi o caso do poeta José Gomes Ferreira e do compositor Lopes Graça. Cantámos também «achégate a mim maruxa» e o «hino galego».
Vamos apresentar um programa musical que ilustra várias situações de representação musical (dado não podermos falar de vivências ou de memórias nossas) da guerra civil de Espanha na memória colectiva e no espaço público:
uma canção revolucionária do tempo, da facção republicana: Ay Carmela
uma canção em estilo reportagem ou cantiga narrativa, criada pela dupla brasileira Mandi e Sorocabinha: a guerra na Espanha (1937/39); este especímen musical foi muito recentemente divulgado na NET, mas constitui um documento importante para o espaço lusófono, dado inserir a composição musical no quotidiano social, recorrendo à literatura dos folhetos de cordel;
duas composições das Canções Heróicas de Lopes Graça, publicadas nos anos 50 para celebrar os 50 anos da proclamação da República Portuguesa; uma delas, Canção do Livre, com versos de Soares dos Passos e outra, Acordai, com versos de José Gomes Ferreira, um dos nossos poetas que tomou a guerra civil como temática da sua criação.
Canções populares que se cantavam ao tempo nos campos;
Cantigas religiosas que ao tempo se inseriam numa perspectiva militante do nacionalismo e do catolicismo opositores ao internacionalismo e ao comunismo;
Duas canções galegas, uma popular e outra considerada um hino.
Danças e cantares que espelharam a vida quotidiana.
É uma música nova e uma nova dança, foi a primeira vez que a apresentámos em público.
...
Nem que chovam picaretas
Nem que chovam picaretas
hás-de cair rei-milhão
hás-de cair rei-milhão
...