A Associação Cultural e Festiva "Os Sinos da Sé", assumiu a história do Grupo Folclórico de Professores de Braga, fundado no ano lectivo de 1978/79 na Escola Francisco Sanches, com a finalidade de desenvolver unidades de estudo e recreio no âmbito das manifestações musicais e coreográficas que configuram aspectos da cultura popular minhota.
8 de Dezembro, fomos a Barrada participar nas Festas em honra de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
Podemos começar pelo cantar alentejano.
O senhor Xico Rato e seus amigos e companheiros da associação de Barrada são executantes apaixonados do cante e por diversas vezes nos demonstraram as suas práticas vocais. Ali se mantém a firmeza do ponto e do alto, um colocando a melodia e outro levantando-a, ambos com toda a expressividade requerida pela poética: uma vezes sentimental e amorosa, outras vezes pícara e irónica. O bem deles é que outros os seguem e ali se jorra uma coralidade compacta e contagiante. Lembra-se e confirma-se o verso do poeta José Gomes Ferreira: Nunca vi um alentejano cantar sozinho...
Sábado dia 1 de Dezembro de 2012, feriado.
Missa na Sé Catedral de Braga às 12:30h, presidida pelo Sr. Cónego José Paulo Abreu.
O convite para cantarmos esta missa foi-nos endereçado por uma comissão de militares ligada ao Batalhão de Caçadores 3868, sob a direcção do Dr. Domingos Guimarães Marques. A missa foi «por alma dos soldados portugueses mortos pelo amor da Pátria em qualquer teatro de operações ocorrida durante o século passado, bem como pela alma daqueles e daquelas que, do outro lado da trincheira, morreram por amor aos seus ideais.»
A Comissão Organizadora declarou o objectivo de promover as Comemorações do Regresso das Caravelas com os seguintes eventos:
a) No dia 30 de Novembro, à tarde, no auditório da Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa, apresentação do 1º volume de Passeando pelas ruas de Braga, livro que inclui umum texto sobre Pio XII, da autoria do Professor Martinho e dois textos da autoria da Professora Blanca, um sobre a deusa Nabia e outro sobre as influências celtas nas festas de S. João.
b) No dia 1 de Dezembro, da parte da manhã, no município vizinho da Póvoa de Lanhoso, inauguração de três monumentos a lembrar o fim do Império Português: um dedicado aos ex-prisioneiros do Estado Português da Índia, outro dedicado aos combatentes da guerra do ex-Ultramar Português, e outro aos mortos do Batalhão de Caçadores 3868.
Através do Dr. Manuel Duarte, componente do nosso grupo, já nós foramos convidados para as celebrações que esta Comissão Organizadora levou a cabo quando fez o lançamento da obra Encontro de Ex-Combatentes no RI 15/Tomar 03 de Julho de 2010, «onde estiveram presentes Sua Excelência o Senhor Embaixador de Moçambique em Portugal, o Ex.mo Senhor Consul de Moçambique no Porto e o então Ex.mo Senhor Adido Cultural da Embaixada de Moçambique, e ainda uma ex-combatente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), a Ex.ma Senhora D. Domingas Octávia da Conceição Velemo, e também o Ex.mo Senhor Paulino Alface, ex-combatente da FRELIMO.»
Dos valores que presidem a esta Comissão dá conta uma declaração simples: «Todos unidos a bem das Comemorações do Regresso das Caravelas e da criação de um outro 5º Império que se enquadrará muito bem na sequência do 5º Império do Bandarra, do Padre António Vieira, de Fernando Pessoa, de Agostinho da Silva, etc. a História, daqui a muitos anos nos julgará, quando já cá não estiver nenhum de nós para ver se tínhamos ou não razão. O Império da Língua Portuguesa, que é o Império de todos quantos falam esta Língua, que todos nós temos obrigação de criar e recriar.»
Além das inaugurações dos monumentos serão lançados os seguintes livros: a) Terras de Lanhoso. Dos Celtas aos dias de hoje; b) Terras de Lanhoso. Os monumentos que hoje (1 de Dezembro de 2012) inauguramos. É ainda intenção do Dr. Domingos Guimarães Marques lançar a edição de uma obra em dez volumes subordinada ao título geral Os Portugueses. Das Origens aos Mares do Oriente. Esta obra terá a colaboração de muitos companheiros galegos e em 2013 sairão cinco volumes.
Sábado, 20 de Outubro de 2012: era noite fria em Maximinos, ali junto da Igreja, naquela rua sem saída, ou sem entrada, consoante se considere o sentido do trânsito, a qual rua continuava, desde a véspera, propícia à instalação da feira de artesanato que a associação dos artesãos do Minho e a Junta de Freguesia haviam concretizado. Coube aos «Os Sinos da Sé» aquecer o ambiente com um espectáculo folclórico.
As sombras projectavam-se na parede da casa arruinada e assim recuperada como fantasia de fantasmas passados e futuros. Isto de iluminações nos cenários tem as sujeições da sorte que o material ditar. Mas, pronto, houve sombras e houve luzes e houve som, tudo dentro dos possíveis. E houve pajelas, uma ideia recuperada de outras fantasias antigas, as de comunicar letras de cantigas, desgraças e tragédias em verso, também histórias de amor e outras cantas. Venderam-se a 0,50€.
As imagens têm um som de fundo: a música do estribilho que fizemos para a cantiga narrativa da Alcina, melodia que aprendemos com os cegos José Maria e Lola a partir de uma cassete que eles vendiam ao tempo, anos 85/86 pelas ruas da cidade de Braga; depois conhecêmo-los pessoalmente, entrevistámo-los para artigo de revista e mais tarde aceitámos fazer um espectáculo para eles.
Este breve apontamento informa de uma actividade possível, por acaso até com aceitação, a ver pelas vezes que já a apresentámos.
Anda-se sempre com a mesma pergunta na cabeça e nas algibeiras: afinal o que é que pode fazer um grupo folclórico para além do que já faz?
Até onde deixamos que as tradições nos acompanhem?
Na Escola Sá de Miranda, no passado domingo dia 16 de Setembro, num intercâmbio com alunos da Lituânia cuja tutora foi a Professora Helena Borralheiro...
O que é que consideramos tipicamente nosso? Que gesto ou forma de dançar ou forma de vestir ou estilo de cantar e de tocar podemos identificar como nosso?
Que técnicas ou artes de comunicação funcionam melhor nestes encontros com jovens e adultos de outros países?
O encontro fez-se com momentos de ver e momentos de praticar, uma vez eles a nossa dança, outra vez nós a dança deles, assim o corpo sujeitou-se duas vezes a sentir diferenças e identidades.
*******************************
Entretanto chegou o Outono, daí este ouriço arreganhado e vazio, o que nos remete para as castanhas que já começaram a cair e para a discussão do orçamento de estado para 2013...
Do tempo em que se andava descalço na minha aldeia, recordo os calcanhares nus que abriam estes ouriços da primeira queda, alguns semi-abertos, mas outros totalmente fechados.
Se o ouriço é uma boa imagem do trabalho cultural, por certo também ajudará a servir de leitura ao actual momento da nossa política.
A utilizarmos este ouriço como figura ou tropo metafórico de nosso orçamento, o mais importante não será a tarefa espinhosa de pegar nele, mas a prova que as castanhas favorecerem.
Para uma perspectiva humorística, aqui ficam duas quadras, a primeira, em estilo anfiguri (anti-figurativo, anacrónico, disparatado):
No alto daquela serra
tem meu pai um castanheiro
que dá castanhas em Maio
cravos roxos em janeiro
A segunda, com a mordacidade da crítica de costumes:
O Cortejo Etnográfico foi uma iniciativa da Câmara Municipal de Braga e da Fundação Bracara Augusta, no âmbito da Capital Europeia da Juventude 2012; foi um evento que visou manifestar aquelas marcas de uma identidade bracarense que têm tido um lugar comum em muitas configurações, especialmente na dimensão folclórica; realizou-se pelas ruas de Braga na tarde do dia 30 de Setembro. Foi uma contribuição para a celebração do dia do turismo.
Freguesia de São Victor: as «Sete Fontes» - «Os sinos da Sé» e a tecnologia. A nossa associação aceitou bem o repto da Junta de Freguesia e decidiu integrar a simbologia das Sete Fontes, quer enquanto valor arquitectónico, quer enquanto valor espiritual, com uma pequena mostra daquela parafernália tecnológica que ao longo dos últimos cem anos contribuiu para a divulgação, a recolha e o estudo da cultura portuguesa nas suas várias dimensões. A água e as tecnologias foram aqui tomadas como meios da expressão cultural: tal como não vivemos sem água, também já não nos representamos sem as velhas e novas tecnologias: primeiro a imprensa e a edição, depois a fotografia, o cinema, a rádio, o telefone, o disco, a gravação de som e de imagem, a televisão, o video, o temóvel, finalmente a internet.
«Alargai-vos, raparigas», foi o mote para esta dança. Nos cestos e nos baldes se colheram os livros e os instrumentos tecnológicos que hoje já são novos territórios da etnografia: as fotografias, os filmes, os programas televisivos de folclore, os jornais e as revistas, as pautas musicais, as gravações.
Em homenagem ao professor e dirigente associativo Manuel António Soares Maia, presidente da Associação Recreativa e Cultural de Palmeira, no evento a que ele já não pôde assistir, mas que organizou e preparou minuciosamente até à última hora e para o qual enviou uma mensagem que foi lida antes da nossa intervenção.
Dia 15 de setembro investidos de grupo folclórico por trajar, cantámos "Ó cacho da uva", "A saia da Carolina - versão I", " A saia da Carolina - versão II", "A minha saia velhinha" e o "Carro Amaricano"...aqui no vídeo a minha saia velhinha está no meio das carolinas...
1. Aprecio esta dimensão contemporânea de «brincarmos com a história» seja aos romanos, seja aos medievais, seja aos celtas, seja aos presépios, seja aos praticantes de todas as religiões, seja até mesmo às cidades invisíveis ou às noites brancas. O ludismo é eminentemente uma ocasião de investimento, seja no conhecimento de nós e dos outros, seja no comercial, seja no «instrumental ou artefactal».
2. Esta dos Celtas surpreendeu-me, porque eu na escola primária tive um professor que me/nos entusiasmou pelos celtiberos, a ponto de no fim da escola irmos pelos caminhos da aldeia a cantar «...e os celtiberos, e os celtiberos...».(Aproveito para esclarecer que sou natural de Jales onde havia e há umas minas de ouro exploradas pelos romanos) Quer dizer que as misturas de sangue e de costumes sempre me fascinaram? Talvez. Quando o arqueólogo Francisco Queiroga retomou as escavações do Castro das Eiras ali em Vila Nova de Famalicão fui lá visitá-lo com o António Castanheira e ofereci-lhe uma agenda com o «Indiana Jones», foi em 1990 ou 91 e por lá deixei um rolo de fotografias a camisas e bordados populares que eu considerava terem motivos celtas. Digo isto para me penitenciar de nunca ter aprofundado a minha fascinação infantil pelos celtiberos...
3. Mas o meu irmão António, que foi viver para Esporões e se entusiasmou pela vida paroquial ou pela participação cívica na vida autárcica daquela freguesia, acabou por me redimir e dedicou-se ele a estudar os celtas, não sei se os celtiberos. Quando o vi como druida fiquei agarrado à minha infância, pareceu-me ele o meu professor e comecei a ouvir os colegas da primária a cantar pelas ruas o improviso dos celtiberos.
4. A entrega à causa Braga Celta por parte da freguesia de Esporões deixou-me deveras impressionado. Aquela transversalidade geracional dos avós aos netos é de enobrecer, é algo de muito semelhante ao que se vê nos grupos folclóricos porque é ao fim e ao cabo a essência da vida paroquial, modelo que se pretende para a vida municipal e que quase nunca se consegue na mesma dimensão de empenhamento.
5. Toda a contemporaneidade se assume nestes eventos por mais que se escondam relógios e telemóveis, porque a dimensão do simbólico não precisa de mais do que do mínimo para ser total.
6. Não duvido um momento de que é no folclore que nos revelamos melhor, portanto aqui fica o apelo a esta leitura do evento para quem a desejar aprofundar.
Braga Celta é um evento cultural organizado pela Associação do Coro Infanto-Juvenil de Esporões, Paróquia de São Tiago de Esporões e pela Junta de Freguesia de Esporões e apoiado por Braga 2012 – Capital Europeia da Juventude.
A Europa é um puzzle de nações assim como de nacionalidades e na sua história a língua é o signo ou a marca de cada nacionalidade.
«Nós, os Celtas» desempenhámos um papel na história da Europa, mas ainda estamos envoltos em mistérios e lendas.
Os Druidas ...
A Abertura Oficial e as entidades a escutar o Druida..
Aconteceu no passado dia 9 de setembro. Foi uma tarde de folclore animada pelo grupo Dr. Gonçalo Sampaio e por nós.
O cartaz alusivo às festividades não o diz, mas os grupos começaram a festejar na Avenida Central, em frente à Arcada, onde executaram uma dança e depois seguiram avenida fora e subiram a rua de S. Gonçalo, atravessaram de esguelha o Campo Novo e subiram os escadórios de Guadalupe, sempre a tocar. O tempo não estava quente demais e o povo que seguiu os grupos não se arrependeu.
O Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio é uma referência incontornável no conjunto dos grupos da região e do país, não só pela sua antiguidade (1936), mas sobretudo pela preservação de longa duração que faz das suas práticas de trajar, de cantar, de tocar e de dançar, mantendo-se fiel a um método de representação folclórica. Todos os grupos o tomaram e tomam como fonte de aprendizagens e um dia, quando puderem dispor de um museu próprio, todos ajuizarão melhor do alcance do valor do seu património e do seu percurso artístico. Nós, quando nos constituímos como grupo folclórico de professores de Braga em 1978/79, fomos beber a esta fonte e até hoje nos temos empenhado com os desafios que nos lançaram.
Executam com fidelidade a um estilo, cuja herança justificam e de que se orgulham. Os trabalhos etnomusicais do professor Gonçalo Sampaio (1865-1937) inspiraram a sua génese e balizam as suas memórias, mas é às práticas folclóricas de recolha e fixação do repertório do professor Joaquim Mota Leite (1900-1981) que devem a sua identidade. Lançaram em 2011 um livro memorial dos seus 75 anos, Um Sonho do Coração, cuja leitura recomendamos a todos.
Aqui já somos nós, Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé». Estamos a dançar de braços levantados... e a fotografia só precisa que se diga isto por razões de contra-luz ...
... em relação ao verde das tílias do parque de Guadalupe que àquela hora recebiam o sol ainda por cima do casario...
... mas já a pedir bicos de pés para se recolher dali a pouco. Tudo se acomoda ao contexto em que se faz e a festa da Sra da Piedade e de S. Marçal teve o condão de nos satisfazer o dia, consolidando relações de amizade e de cooperação, espevitando críticas e reparos, mas estimulando sempre as dinâmicas de animação cultural dos lugares e das comunidades.
Esta dança anda no cancioneiro de César das Neves desde 1895, recolhida em Póvoa de Lanhoso e enviada para a colectânea por Gonçalo Sampaio, com indicação coreográfica de se dançar muito ao tempo das invasões francesas, figuradamente como então era usual. Na letra se diz que a balsa de quatro tem muito que bere...
Vamos andar a triangular e a saltar entre Pitões, Tourém e o Sameiro ou entre Tourém, Sameiro e Pitões ou entre Sameiro, Pitões e Tourém ou....este agosto ficará "colado" no nosso blogue...