quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Balanço de actividades do ano 2012 Parte I



O ano de 2012 começou com os cantos de Natal e Reis, logo a 22 de Dezembro no Minho Center, depois a 4 de Janeiro no Pingo Doce, logo a seguir, no dia 7, pelas ruas de Braga. Neste mesmo dia 7 fizemos a nossa ceia de Reis. No dia 13 fomos cantá-los à Casa de Saúde do Bom Jesus e no dia 18 à Rádio Voz do Neiva, num concurso em que ficamos em terceiro lugar. No dia 27 fomos à festa de anos do Sr. Manuel. Destes acontecimentos ficaram alguns apontamentos no blogue.

No dia 4 de Fevereiro, o Faria esteve no jantar de homenagem ao dr. Handel, ex-delegado do Inatel em Braga. O blogue regista, entretanto, em Março e Abril, dois textos ou reflexões sobre a cultura popular, um com «observações» e outro «a duas velocidades». Não são quase nada comentados os postes do blogue, mas antes vê-los e lê-los do que comentá-los, pois isso acabará por acontecer.

Voltámos à estrada em Abril, para cantar e dançar na festa de S. Gregório, dia 15. No dia 21 estivemos no IPJ a fazer um espectáculo para a Liga Portuguesa Contra o Cancro no evento «um dia pela vida». No dia 27 fomos à Escola Francisco Sanches animar um jantar em honra de professores europeus inseridos no projecto Comenius.

Actuámos de novo na Casa de Saúde do Bom Jesus a 5 de Maio e no dia 12 fomos a Monção, a convite da Casa de Monção e Universidade do Minho para fazer um espectáculo da memória musical da guerra civil espanhola nas suas repercussões em Portugal, sobretudo a Norte. Este espectáculo de Monção está muito exposto no blogue.

Junho foi um mês de trabalho contínuo, começado a 2 com a presença das concertinas na Avenida Central para o encerramento do evento «um dia pela vida», continuado a 10 no Campo das Hortas para os Bravos da Boa Luz, insistido a 14 com intervenção no Congresso de Biologia da Universidade do Minho, jantado em Ponte da Barca a 21 para o fim de festa dos alunos da universidade sénior, cantado no mercado municipal e pelas ruas da cidade no dia 23 com o romance de S. João, inovado na noitada com a rusga de Guadalupe, entoado na procissão dos santos do mês de Junho que correu as ruas da cidade no dia 24, com fotografia de conjunto na Sé de Braga.

Em 7 de Julho estivemos na festa de Santa Tecla organizada pela Junta de Freguesia de S. Vítor. Neste mês de Julho houve o desgaste natural dos ensaios no Sameiro, houve a colaboração com o 31º Festival de Folclore de Palmeira e houve a presença marcada no Festival Internacional de Folclore de Braga, a 20.

Agosto foi quente em intervenções inusitadas: a primeira no dia 14 num concurso inédito de concertinas, em S. Bento da Porta Aberta, onde ganhámos o 1º prémio com uma criação de JM  sobre o hino de S. Bento; a 2ª foi no dia 15 de Agosto em Pitões das Júnias, com missa e procissão e baile; a 3ª foi a presença no Encontro Transfronteiriço de Tourém e Randin, também com uma criação inédita de JM com uma marcha celebratória do evento e gravação de tema para a comissão organizadora; a 4ª foi no evento «Vamos bailar à Senhora», no Sameiro, em conjunto com outros grupos da diocese de Braga.

O mês de Setembro concentrou-se em Guadalupe, com a colaboração do grupo nas festas a S. Marçal, debate e festival, com interpretação de tema singular, a 9. No dia 16 voltámos a corresponder a uma animação do Projecto Comenius, desta vez na escola Sá de Miranda, para alunos e professores da Lituânia. Também estivemos presentes no evento do Vestido Pintado em Palmeira, com cantigas, (o nosso blogue regista um apontamento sobre o Braga Celta porque um de nós  andou por lá investido de outras funções.) A 30 de Setembro preparámos e acompanhámos o carro alegórico da freguesia de S. Vítor no desfile das freguesias pelas ruas da cidade. Tudo aparece documentado no blogue.

Em Outubro, a 20, estivemos na feira franca das Maximiníadas durante dois dias e actuámos no sábado à noite.

Em Novembro fomos surpreendidos num ensaio normal pelos professores polacos, turcos, noruegueses, dinamarqueses, franceses e eslovenos do Projecto Comenius que visitaram a escola de Briteiros. Fomos também ao magusto de Tibães, convidados pelos Amigos do Museu. A nossa participação no BCEJ ficou aquém de todas as nossas expectativas pois não fomos tidos nem achados para nada, mas estivemos presentes indirectamente, no Teatro Circo, no dia 4, a apoiar o grupo do Coral de Guadalupe com a rusga do S. João.

No último mês do ano estivemos dia 1 na Sé Catedral de Braga e no Quartel para os militares, depois, à tarde, ainda fomos fazer a inauguração da empresa Piscinas Ramos, do nosso associado, na Rodovia, em Braga, e no dia 8 fomos a Barrada, ao Alentejo, com missa, procissão e baile e cantigas. 

Em Janeiro de 2013, a fechar o ciclo que o mês de Dezembro abre, cantámos os Reis pelas ruas e no Mercado de Braga a 5 e à noite fizemos a nossa ceia de Reis, fomos cantar os Reis ao Parque de Exposições no dia 6, no dia 17 cantámos a missa de homenagem ao Sr. Costa pelos seus 103 anos, em Santo Adrião, no dia 19 demos uma entrevista à Rádio Voz do Neiva e cantámos os reis, gravados em disco, no dia 20 fomos cantar os reis a Cervães e no dia 25 acompanhámos o Auto do Vinho com cantares específicos no Salão Nobre do Largo do Paço, em Braga, a convite do professor e nosso elemento Doutor Aurélio.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Coro de bebedores...

Bem este post requer explicações, não somos um coro de bebedores, mas o professor Aurélio de Oliveira no seu livro d'o Auto do Vinho, já por estas bandas falado, resolveu apresentá-lo, ao livro, no salão nobre da reitoria da Universidade do Minho. Assim, com o distinto público e rodeados pelas figuras dos ex-reitores, estamos nós,  um grupo ... folclórico, a cantar este hino ao vinho e aos bebedores inspirado no mestre Gil Vicente.
Lá que bebemos, bebemos mas foi no final a jeropiga das "matas" com figos e fidalguinhos, havia também umas maçazinhas para depois contrastar



A letra do coro percebe-se bem no video...deixámos aqui os últimos versos, "coisas" do século dezasseis...quem é que disse que estava uma noite fria de Janeiro?

Bebe por bem o cansado
Lavrador, acorrentado
Na rabiça do arado,
Não tem tempo nem lugar
Nem somente de alimpar
As gotas do seu suor.
Bebe o são e o enfermo
Bebe o santo e o estafermo
O juiz e o contador
Inda mais o almoxarife,
Corregedor comarcão
Que desconhece o sertão.
O mercador e o rendeiro
E o fideputa onzeneiro!

domingo, 13 de janeiro de 2013

o auto de Natal...


em São Victor, aqui estão os Reis à porta...

depois pela cidade de Braga...no mercado, junto à Brasileira, na arcada, junto à Sé...

Cantar as Janeiras...são tradições que vêm de tempos longínquos  Depois com o cristianismo viraram Cantar os Reis...o certo é que cantámos os Reis nas Janeiras e continuámos a pedir a quem tenha as dispensas cheias...

Viva o senhor deste blogue
forrado de papelão
deite a mão à salgadeira
e bote p'ra cá um salpicão!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Queremos dar-te graças ...

Sim, um grupo folclórico pode cantar uma missa e na Sé Catedral de Braga, tocámos e cantámos assim!


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Indas qu'Ele é pequenino

 
[...Indas qu'Ele é pequenino
em todo o mundo governa.]

 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Na planicie alentejana ...uma dança minhota

 
No centro de Convivio de Barrada, em pleno Alentejo, se o cantar desse dinheiro, meio mundo era rico, e nós não nos cansamos de a cantar nem de a dançar, "nada em demasia"!



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Barrada






São estes momentos que surpreendem o convívio e a mesa: não têm a receptividade total que mereciam, em termos de silêncio e de condições de execução,mas são uma partilha generosa de sentimentos mútuos por formas musicais que sempre se sobrepuseram a trabalhos no campo, a conversas de taberna ou de mesa e a situações diversas do quotidiano: quando aquela força vocal irrompe, o tempo interior de todos e de cada um vai-se transformando em receptividade, primeiro deslumbramento,depois admiração, finalmente atenção. Comer e cantar, servir e cantar, falar e cantar são momentos da mesma partilha, do mesmo rito.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

2º apontamento - Barrada 2012

Há 8 anos que vamos a Barrada. Seguidos. Este canto é-lhes dedicado. Entremos todos na capelinha...



Da missa em honra da Virgem Maria Imaculada Conceição, este "Pai Nosso" foi cantado com alegria...



A procissão depois da missa foi solene. Vai-se pelas ruas da aldeia, este ano mais urbanizadas, com toda a gente integrada na procissão. O senhor padre levou megafone e rezou três mistérios do terço. Nós cantámos três vezes também. Dá tempo para andar e esperar por todos. A procissão atravessa a estrada nacional, sai dela e volta por ela. Quem ali passar à hora terá de parar e aguardar que o rito decorra, partilhando-o ou considerando-o sorte de momento.


1º apontamento - Barrada 2012

8 de Dezembro, fomos a Barrada participar nas Festas em honra de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
Podemos começar pelo cantar alentejano.


O senhor Xico Rato e seus amigos e companheiros da associação de Barrada são executantes apaixonados do cante e por diversas vezes nos demonstraram as suas práticas vocais. Ali se mantém a firmeza do ponto e do alto, um colocando a melodia e outro levantando-a, ambos com toda a expressividade requerida pela poética: uma vezes sentimental e amorosa, outras vezes pícara e irónica. O bem deles é que outros os seguem e ali se jorra uma coralidade compacta e contagiante. Lembra-se e confirma-se o verso do poeta José Gomes Ferreira: Nunca vi um alentejano cantar sozinho...

domingo, 2 de dezembro de 2012

Missa na Sé

Sábado dia 1 de Dezembro de 2012, feriado.
Missa na Sé Catedral de Braga às 12:30h, presidida pelo Sr. Cónego José Paulo Abreu.


O convite para cantarmos esta missa foi-nos endereçado por uma comissão de militares ligada ao Batalhão de Caçadores 3868, sob a direcção do Dr. Domingos Guimarães Marques. A missa foi «por alma dos soldados portugueses mortos pelo amor da Pátria em qualquer teatro de operações ocorrida durante o século passado, bem como pela alma daqueles e daquelas que, do outro lado da trincheira, morreram por amor aos seus ideais.»
 
A Comissão Organizadora declarou o objectivo de promover as Comemorações do Regresso das Caravelas com os seguintes eventos:
a) No dia 30 de Novembro, à tarde, no auditório da Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa, apresentação do 1º volume de Passeando pelas ruas de Braga, livro que inclui um um texto sobre Pio XII, da autoria do Professor Martinho e dois textos da autoria da Professora Blanca, um sobre a deusa Nabia e outro sobre as influências celtas nas festas de S. João.
b) No dia 1 de Dezembro, da parte da manhã, no município vizinho da Póvoa de Lanhoso, inauguração de três monumentos a lembrar o fim do Império Português: um dedicado aos ex-prisioneiros do Estado Português da Índia, outro dedicado aos combatentes da guerra do ex-Ultramar Português, e outro aos mortos do Batalhão de Caçadores 3868. 
 
Através do Dr. Manuel Duarte, componente do nosso grupo, já nós foramos convidados para as celebrações que esta Comissão Organizadora levou a cabo quando fez o lançamento da obra  Encontro de Ex-Combatentes no RI 15/Tomar 03 de Julho de 2010, «onde estiveram presentes Sua Excelência o Senhor Embaixador de Moçambique em Portugal, o Ex.mo Senhor Consul de Moçambique no Porto e o então Ex.mo Senhor Adido Cultural da Embaixada de Moçambique, e ainda uma ex-combatente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), a Ex.ma Senhora D. Domingas Octávia da Conceição Velemo, e também o Ex.mo Senhor Paulino Alface, ex-combatente da FRELIMO.»
 
Dos valores que presidem a esta Comissão dá conta uma declaração simples: «Todos unidos a bem das Comemorações do Regresso das Caravelas e da criação de um outro 5º Império que se enquadrará muito bem na sequência do 5º Império do Bandarra, do Padre António Vieira, de Fernando Pessoa, de Agostinho da Silva, etc. a História, daqui a muitos anos nos julgará, quando já cá não estiver nenhum de nós para ver se tínhamos ou não razão. O Império da Língua Portuguesa, que é o Império de todos quantos falam esta Língua, que todos nós temos obrigação de criar e recriar
Além das inaugurações dos monumentos serão lançados os seguintes livros: a) Terras de Lanhoso. Dos Celtas aos dias de hoje; b) Terras de Lanhoso. Os monumentos que hoje (1 de Dezembro de 2012) inauguramos. É ainda intenção do Dr. Domingos Guimarães Marques lançar a edição de uma obra em dez volumes subordinada ao título geral Os Portugueses. Das Origens aos Mares do Oriente. Esta obra terá a colaboração de muitos companheiros galegos e em 2013 sairão cinco volumes.