segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A inauguração do agro-turismo da Quinta das Pedras de Baixo

Naquela eira malhou-se ...naquela eira os feijões secaram ao sol...naquela eira em 2013, dia 16 de fevereiro, inaugurou-se outra forma de trabalho, abriu-se o campo ao turismo...e nós ali dançámos e cantámos o salmo 126 acrescentado
 
e desejámos, em forma de cantar, que o lugar se ocupe de gente que procura o descanso no campo, outrora suor e chiar de carros de bois...



e também naquela eira... com os convidados, fizemos folclore e a tarde se fez cultural e o projecto turístico ficou inaugurado e pronto ao uso...
 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Inauguração da Quinta das Pedras de Baixo - Agroturismo


 
Aos 16 de Fevereiro de dois mil e treze, na Quinta das Pedras de Baixo, em Santa Cristina de Longos, Guimarães, quem desce a encosta da Falperra, antes de chegar à Igreja, pelas dezasseis horas, entraremos em festa para procedermos à bênção e inauguração do empreendimento de agroturismo que o Fernando Cardoso, nosso elemento fundador, ali construiu a partir de uma das quintas da família. Cantaremos o Salmo 126 e o Pai-Nosso, logo que o senhor padre profira as  palavras de consagração e dê a bênção.

SALMO 126 (letra de JM e música de CG)

Se o Senhor não edificar a casa,
Em vão trabalham os que a constroem!

1. Se o Senhor não edificar a casa,
Em vão trabalham os que a constroem!
Se o Senhor não proteger a cidade,
Em vão as sentinelas se consomem!

2. Em vão vos levantais pelo alvor,
Sem estardes no Senhor bem repousados.
Sabei, vós que comeis o pão da dor,
Que é Deus que dá o sono aos seus amados.

3. Em vão serão gozados, confundidos,
Os oprimidos cujo esplendor
É o fruto das entranhas, os seus filhos,
Pois são herança e prémio do Senhor.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Balanço de actividades 2012 Parte II


Balanço de Actividades Parte II

É certo e sabido que as actividades de um grupo e de sua direcção não consistem nas actuações ou saídas. Outros trabalhos foram desencadeados para garantir a boa prestação naquelas actividades. Assim:

1. A direcção empenhou-se em garantir a melhor logística de deslocações e cumprimento de contratos, embora reconhecendo que o carácter gracioso e generoso se sobrepõe e determina a maior parte dos mesmos. Nem sempre se pôde garantir um ganho compensador, mas também nem sempre recorremos a meios alternativos de o obter, fazendo a venda e promoção de nossos produtos.

2. A direcção empenhou-se em promover a sadia integração de elementos, num espírito de tolerância e progressiva inclusão e acomodação das características de cada um e do grupo.

3. A direcção, através do ateliê, procurou satisfazer necessidades de apetrechamento e enriquecimento dos trajes dos elementos que o solicitaram, induzindo o gosto pela pesquisa autónoma e pelas marcas de época.

4. A direcção técnica procurou atender às solicitações contratuais em termos de repertórios e de informações, aumentando os recursos artísticos do grupo.

5. O grupo manifestou boa disponibilidade e empenhou-se na concretização das unidades de animação cultural, revelando espírito de abnegação e de sacrifício.

6. A colaboração externa, quer para aprendizagem de danças, quer para apoio às gravações, satisfez as necessidades e mostrou-se potenciadora de novas actividades.

7. Nem sempre se combinaram as razões artísticas com os feitios pessoais, mas as divergências foram sempre tomadas como aprendizagens.

8. A dinamização do blogue e facebook foi regular e deu sinais claros de poder constituir um recurso fundamental de divulgação da produção de conteúdos específicos.

9. As unidades nucleares da animação cultural – danças, cantigas instrumentais, coralidade, exposição pública, criações próprias, missa e procissão – foram mobilizadas com regularidade e em situações de alguma novidade que importa prosseguir.

10. Os defeitos ou insuficiências são considerados estímulos a superar e a transformar em recursos.

Balanço de Actividades Parte III
(consiste no relatório de contas)

Plano de actividades para o biénio 2013-2014
(a apresentar na AG de 7 de Fevereiro de 2013)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Balanço de actividades do ano 2012 Parte I



O ano de 2012 começou com os cantos de Natal e Reis, logo a 22 de Dezembro no Minho Center, depois a 4 de Janeiro no Pingo Doce, logo a seguir, no dia 7, pelas ruas de Braga. Neste mesmo dia 7 fizemos a nossa ceia de Reis. No dia 13 fomos cantá-los à Casa de Saúde do Bom Jesus e no dia 18 à Rádio Voz do Neiva, num concurso em que ficamos em terceiro lugar. No dia 27 fomos à festa de anos do Sr. Manuel. Destes acontecimentos ficaram alguns apontamentos no blogue.

No dia 4 de Fevereiro, o Faria esteve no jantar de homenagem ao dr. Handel, ex-delegado do Inatel em Braga. O blogue regista, entretanto, em Março e Abril, dois textos ou reflexões sobre a cultura popular, um com «observações» e outro «a duas velocidades». Não são quase nada comentados os postes do blogue, mas antes vê-los e lê-los do que comentá-los, pois isso acabará por acontecer.

Voltámos à estrada em Abril, para cantar e dançar na festa de S. Gregório, dia 15. No dia 21 estivemos no IPJ a fazer um espectáculo para a Liga Portuguesa Contra o Cancro no evento «um dia pela vida». No dia 27 fomos à Escola Francisco Sanches animar um jantar em honra de professores europeus inseridos no projecto Comenius.

Actuámos de novo na Casa de Saúde do Bom Jesus a 5 de Maio e no dia 12 fomos a Monção, a convite da Casa de Monção e Universidade do Minho para fazer um espectáculo da memória musical da guerra civil espanhola nas suas repercussões em Portugal, sobretudo a Norte. Este espectáculo de Monção está muito exposto no blogue.

Junho foi um mês de trabalho contínuo, começado a 2 com a presença das concertinas na Avenida Central para o encerramento do evento «um dia pela vida», continuado a 10 no Campo das Hortas para os Bravos da Boa Luz, insistido a 14 com intervenção no Congresso de Biologia da Universidade do Minho, jantado em Ponte da Barca a 21 para o fim de festa dos alunos da universidade sénior, cantado no mercado municipal e pelas ruas da cidade no dia 23 com o romance de S. João, inovado na noitada com a rusga de Guadalupe, entoado na procissão dos santos do mês de Junho que correu as ruas da cidade no dia 24, com fotografia de conjunto na Sé de Braga.

Em 7 de Julho estivemos na festa de Santa Tecla organizada pela Junta de Freguesia de S. Vítor. Neste mês de Julho houve o desgaste natural dos ensaios no Sameiro, houve a colaboração com o 31º Festival de Folclore de Palmeira e houve a presença marcada no Festival Internacional de Folclore de Braga, a 20.

Agosto foi quente em intervenções inusitadas: a primeira no dia 14 num concurso inédito de concertinas, em S. Bento da Porta Aberta, onde ganhámos o 1º prémio com uma criação de JM  sobre o hino de S. Bento; a 2ª foi no dia 15 de Agosto em Pitões das Júnias, com missa e procissão e baile; a 3ª foi a presença no Encontro Transfronteiriço de Tourém e Randin, também com uma criação inédita de JM com uma marcha celebratória do evento e gravação de tema para a comissão organizadora; a 4ª foi no evento «Vamos bailar à Senhora», no Sameiro, em conjunto com outros grupos da diocese de Braga.

O mês de Setembro concentrou-se em Guadalupe, com a colaboração do grupo nas festas a S. Marçal, debate e festival, com interpretação de tema singular, a 9. No dia 16 voltámos a corresponder a uma animação do Projecto Comenius, desta vez na escola Sá de Miranda, para alunos e professores da Lituânia. Também estivemos presentes no evento do Vestido Pintado em Palmeira, com cantigas, (o nosso blogue regista um apontamento sobre o Braga Celta porque um de nós  andou por lá investido de outras funções.) A 30 de Setembro preparámos e acompanhámos o carro alegórico da freguesia de S. Vítor no desfile das freguesias pelas ruas da cidade. Tudo aparece documentado no blogue.

Em Outubro, a 20, estivemos na feira franca das Maximiníadas durante dois dias e actuámos no sábado à noite.

Em Novembro fomos surpreendidos num ensaio normal pelos professores polacos, turcos, noruegueses, dinamarqueses, franceses e eslovenos do Projecto Comenius que visitaram a escola de Briteiros. Fomos também ao magusto de Tibães, convidados pelos Amigos do Museu. A nossa participação no BCEJ ficou aquém de todas as nossas expectativas pois não fomos tidos nem achados para nada, mas estivemos presentes indirectamente, no Teatro Circo, no dia 4, a apoiar o grupo do Coral de Guadalupe com a rusga do S. João.

No último mês do ano estivemos dia 1 na Sé Catedral de Braga e no Quartel para os militares, depois, à tarde, ainda fomos fazer a inauguração da empresa Piscinas Ramos, do nosso associado, na Rodovia, em Braga, e no dia 8 fomos a Barrada, ao Alentejo, com missa, procissão e baile e cantigas. 

Em Janeiro de 2013, a fechar o ciclo que o mês de Dezembro abre, cantámos os Reis pelas ruas e no Mercado de Braga a 5 e à noite fizemos a nossa ceia de Reis, fomos cantar os Reis ao Parque de Exposições no dia 6, no dia 17 cantámos a missa de homenagem ao Sr. Costa pelos seus 103 anos, em Santo Adrião, no dia 19 demos uma entrevista à Rádio Voz do Neiva e cantámos os reis, gravados em disco, no dia 20 fomos cantar os reis a Cervães e no dia 25 acompanhámos o Auto do Vinho com cantares específicos no Salão Nobre do Largo do Paço, em Braga, a convite do professor e nosso elemento Doutor Aurélio.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Coro de bebedores...

Bem este post requer explicações, não somos um coro de bebedores, mas o professor Aurélio de Oliveira no seu livro d'o Auto do Vinho, já por estas bandas falado, resolveu apresentá-lo, ao livro, no salão nobre da reitoria da Universidade do Minho. Assim, com o distinto público e rodeados pelas figuras dos ex-reitores, estamos nós,  um grupo ... folclórico, a cantar este hino ao vinho e aos bebedores inspirado no mestre Gil Vicente.
Lá que bebemos, bebemos mas foi no final a jeropiga das "matas" com figos e fidalguinhos, havia também umas maçazinhas para depois contrastar



A letra do coro percebe-se bem no video...deixámos aqui os últimos versos, "coisas" do século dezasseis...quem é que disse que estava uma noite fria de Janeiro?

Bebe por bem o cansado
Lavrador, acorrentado
Na rabiça do arado,
Não tem tempo nem lugar
Nem somente de alimpar
As gotas do seu suor.
Bebe o são e o enfermo
Bebe o santo e o estafermo
O juiz e o contador
Inda mais o almoxarife,
Corregedor comarcão
Que desconhece o sertão.
O mercador e o rendeiro
E o fideputa onzeneiro!

domingo, 13 de janeiro de 2013

o auto de Natal...


em São Victor, aqui estão os Reis à porta...

depois pela cidade de Braga...no mercado, junto à Brasileira, na arcada, junto à Sé...

Cantar as Janeiras...são tradições que vêm de tempos longínquos  Depois com o cristianismo viraram Cantar os Reis...o certo é que cantámos os Reis nas Janeiras e continuámos a pedir a quem tenha as dispensas cheias...

Viva o senhor deste blogue
forrado de papelão
deite a mão à salgadeira
e bote p'ra cá um salpicão!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Queremos dar-te graças ...

Sim, um grupo folclórico pode cantar uma missa e na Sé Catedral de Braga, tocámos e cantámos assim!


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Indas qu'Ele é pequenino

 
[...Indas qu'Ele é pequenino
em todo o mundo governa.]

 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Na planicie alentejana ...uma dança minhota

 
No centro de Convivio de Barrada, em pleno Alentejo, se o cantar desse dinheiro, meio mundo era rico, e nós não nos cansamos de a cantar nem de a dançar, "nada em demasia"!



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Barrada






São estes momentos que surpreendem o convívio e a mesa: não têm a receptividade total que mereciam, em termos de silêncio e de condições de execução,mas são uma partilha generosa de sentimentos mútuos por formas musicais que sempre se sobrepuseram a trabalhos no campo, a conversas de taberna ou de mesa e a situações diversas do quotidiano: quando aquela força vocal irrompe, o tempo interior de todos e de cada um vai-se transformando em receptividade, primeiro deslumbramento,depois admiração, finalmente atenção. Comer e cantar, servir e cantar, falar e cantar são momentos da mesma partilha, do mesmo rito.