terça-feira, 15 de julho de 2014

Festival Castro-Galaico 2014 - Vira Alegre de Palmeira


No Domingo, dia 13 de Julho, no monte de Nª Srª Da Consolação em Nogueiró, na 5ª edição [2014] do Festival Castro-Galaico voltámos ao Vira Alegre de Palmeira.
É um Vira suave com uma coreografia complexa e envolvente.



[ em Março passado estreámos no auditório Vita em Braga este Vira Alegre de Palmeira por isso procure aqui no blog a história e a letra desta música ]

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Vai de corredoira.

Serve este video à publicidade da exposição METADE DE NÓS patente no 2º piso do café A Brasileira em Braga até dia 30 de Julho de 2014.
Ali cruzam-se pontos em camisas de homem e coletes de mulher. As histórias são mais que muitas.
Vai de corredoira... 

terça-feira, 1 de julho de 2014

...ai ó meu belo marinheiro...

Deixámos aqui uns apontamentos do São João de Braga em 2014.
Momentos vividos!

Ai ó meu belo marinheiro
levai-me na vossa barca lá p'ró rio de janeiro

...
Caiu-lhe a flor por cima
S.João que tão bem cheira
...

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Concerto em honra de São João Baptista

Braga, Igreja de São João do Souto, terça-feira, 21:30 de 17 de Junho de 2014.

Canta o povo que é bairrista!!

sábado, 14 de junho de 2014

METADE DE NÓS - de uma exposição com São João por companhia

I - da idealização 

Partimos donde estamos, somos donde nos educamos, chegaremos onde pudermos. O nosso chão é que nos condiciona pela vida fora uma ideia do mundo, mas o deslumbramento deste move-nos os limites. Do acaso e da necessidade depressa chegamos às brasas do conhecimento e com estas a que forjamos os cadeados que nos sustentam. Posta a filosofia, vamos à rua. 

Na cidade sai o carro dos pastores
com vaidade no auto de S. João;
O Rei David, com seus nobres tocadores
a mourisca dança e cumpre a tradição.

Para este S. João 2014, concebemos a organização de uma exposição etnográfica que mostrasse os coletes e as camisas bordados que as mulheres e os homens do nosso grupo usam nos seus trajes folclóricos. Produzidos a partir de modelos da tradição, aventurámo-nos a exibi-los com ganhos de apropriação estética, ganhos esses que decorrem do nosso encantamento e da nossa vontade de fazer e saber fazer. Trata-se de fazer ressaltar o cuidado em seguir modelos e o cuidado em valorizar os modelos, decorrendo esta valorização, em primeiro lugar, da técnica usada e do seu rigor de aplicação.


II - da materialização


A administração do Café A Brasileira aceitou com total abertura o desafio de instalarmos no 3º piso, uma área que nas obras de reconstrução ficou destinada a este género de eventos, uma exposição dedicada aos trajes folclóricos, com a integração dos cantares e das manifestações artísticas que a associação «Os Sinos da Sé» pode e sabe naturalmente assumir. Assim, juntando a experiência adquirida com a exposição «Os Fios e Nós da Moda Velha» que realizáramos em 2011 na Casa dos Crivos, decidimos prosseguir o caminho com igual propósito de fazer os outros reparar em nós e no nosso trabalho. Andámos pelas lojas da cidade a pedir adereços, inspirámo-nos noutras iniciativas semelhantes, metemos as mãos na massa e a coisa avançou. As habilitações artísticas dos nossos elementos reencontraram tema e motivação. 


Concebemos uma entrada especial para o corredor de acesso aos pisos superiores e ali colocámos um arco de romaria devidamente decorado com peças de croché, mas quis o destino dos gostos e das sensibilidades que o arco mudasse de lugar e subimo-lo para o 3º piso. Poderíamos ter concebido um arco doirado, a imitar a ourivesaria minhota e então, quem sabe, ainda ali pudesse estar um sinal motivador da nossa exposição. Fica aqui o testemunho.


III - a caminho

Lá em cima é que os coletes fazem a cabeça dos encamisados e propositadamente se investiu numa ousadia de cor e de posição. Assim se fica com a valorização deste conceito de metade, tão rico antropológica como discursivamente: desde o meio mundo que vive de outro, até ao meio mundo que já sabe o que vai ser de todos, passando por essa necessidade imperiosa de tirar as médias de tudo quanto se produz e conhece, o conceito de metade apela ao encontro do outro e de nós próprios.


Os agradecimentos são devidos à Câmara Municipal de Braga, à Associação das Festas de S. João, à Junta de Freguesia de S. Vítor, à unidade de Agro-Turismo Quinta das Pedras de Baixo, à Colorarte, à gerência do Café A Brasileira, à direcção do Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches, aos elementos da Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé» que se empenharam na construção dos chapéus, dos moldes e dos modelos, aos elementos e ex-elementos e amigos que emprestaram as camisas, aos bordadores e às bordadeiras, a todos os que nos apoiaram. 

IV - de Braga corre todo o mundo

Cantemos o S. João
De Braga com amor profundo
Que o S. João bem cantado
De Braga corre todo o mundo


Contámos com a  colaboração do grupo Tambombo e da Sond'Art de Dume, previmos a função de uma aparelhagem adequada e tentámos coordenar as batidas, os ritmos, as vozes e a coreografia com a subida do balão e o estralejar do fogo. Se alguma coisa não funcionou, ficámos tristes, mas cumprimos com o nosso melhor.


A concepção do espectáculo requeria um cumprimento integral dos seus requisitos básicos, mas assim não aconteceu, todavia, disse quem assistiu, a «coisa» funcionou e a mensagem passou, mas que ficámos insatisfeitos, ficámos. Neste tipo de expressões - as da cultura popular, ou folclórica, ou tradicional, - os pormenores fazem a diferença. Fica sempre a ideia de próxima vez...


V - até mais logo


Foi este o mote para motivarmos as pessoas a repararem no lugar: a sobreposição de chapéus aos chapéus de chapa que A Brasileira tem no exterior foi uma ideia bem acolhida, em princípio, mas tem de fazer um caminho mais longo para se avaliar da sua função apelativa... Falta no interior um cartaz a dizer que no 3º piso há uma exposição para ver...


No exterior haverá oportunidades para mostrar o nosso desempenho, as pessoas gostam, o lugar é propício e nós temos alguns recursos....







segunda-feira, 2 de junho de 2014

São João depressa [2014]

(oiça a música e no final continue a cantar mas com este verso...ora vá lá)

Ai São João adormeceu, ai
ai dobaixo da laranjeira, ai
ai caiu-la felor por cima, ai
ai São João que tão bem cheira, ai

Trata-se de uma figuração de S. João «adormecido à sombra da laranjeira», tem o cordeiro ao lado, numa posição singular de carinho como se fora animal doméstico; o cordeiro representa o «agnus dei» ou seja o cordeiro de Deus. 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Metade de nós - exposição no café "A Brasileira"

Com inauguração marcada para 14 de Junho pelas 19h.
No café "A Brasileira" sito no largo Barão de São Martinho - centro da cidade.

"Metade de nós" é uma exposição de estímulos.
Quem vê metade quer ver a outra metade,
Quem tem metade quer ter a outra metade
As camisas e os coletes apelam à descoberta ..aonde está a metade que os veste?
Depois há as linhas bordadas, os pontos de cruz, os nós e ... o olhar converge para a metade que falta.

domingo, 18 de maio de 2014

Ó Rosa, Rosinha...





Recolhida por Gonçalo Sampaio ...esta Rosinha aparece em público em 2014 em Palmeira nas festas do Senhor do Rio.







Algumas quadras:

Ó minha Rosinha
eu sou com'ó gaio
de dia estou preso
de noite é que saio
...
Ó minha Rosinha
ó de ruque truque
p'rós homens tabaco
p'rás mulheres açúcre...

.
 


segunda-feira, 14 de abril de 2014

de lá para cá...antes do 25 de abril...

Repetido.
Sim, sim. Mas vivemos de repetições. Sempre iguais sempre diferentes. Aprendizagens repetidas geram conhecimento.
Este Vira da Várzea, "apreendido" na internet do Gerês e trazido para hoje,  aqui no auditório Vita.
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Vejam a inspiração aqui:
http://www.soajeiro.com/2009/10/video-de-1970-danca-na-varzea-vira.html

domingo, 6 de abril de 2014

Nova exposição: METADE DE NÓS

Vamos organizar nova exposição de trajes, no centro da cidade, durante os meses de Junho e Julho. 
Desta vez vamos concentrar-nos em duas peças, camisas de homem e coletes de mulher. 
O conceito embraiador da exposição será «metade de nós», ou seja, uma representação de incompletude, para que, vendo a estética de uma parte se pense melhor na parte que falta, contrariando assim a ideia fácil de que um só possa ser o todo e de que tudo esteja em um só.


A ideia será desenvolvida com mais detalhes no interior do grupo. Aqui fica o chamariz e a primeira motivação. O local será indicado e o programa de animação construir-se-á em função dos compromissos que se vão assumir. Creio que não nos vamos enfastiar e que daremos o tempo por bem vivido.


O recheio da exposição será constituído por 12 camisas de homem e 12 coletes de mulher; serão escolhidas peças cujo investimento estético consistiu em retomar a tradição com acrescento de motivos ou de processos de execução. Será exposto um modo de trajar completo, feminino, em memória da Cecília de Melo, trajar esse que poderá mudar ao longo da exposição. Outros objectos, que não trajes, poderão ser expostos com uma função simbólica de apoio.  
(Texto e imagens da responsabilidade de José Machado)