quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Produções 2020 - youtube

Veja no Youtube as produções originais em 2020:

São João em Tempo de Pandemia


Senhora do Sameiro-Rainha do Folclore

O movimento de grupos folclóricos empenhado na realização do evento VAMOS BAILAR À SENHORA, que se realiza desde 2004, decidiu concretizar o mesmo na forma de ajuntamento simbólico, cumprindo as regras de distanciamento e de higiene recomendadas pela DGS no contexto da pandemia COVID19. Dado que também não se realiza peregrinação dos emigrantes, a cerimónia de presença dos grupos folclóricos ficará reduzida à execução da cantiga «A Senhora do Sameiro deita fitas a voar», no exterior da cripta, estando exposto o andor da Senhora ao fundo da escadaria.
Os membros dos grupos folclóricos apresentar-se-ão trajados, com máscara de protecção recomendada.
Depois da cantiga, ouvir-se-á uma gravação de outra cantiga composta pelo professor José Machado, um vira dedicado à Senhora do Sameiro em tempo de pandemia, a qual poderá ser acompanhada com passos de dança executados individualmente pelos componentes disponíveis, na forma de fila, com distanciamento máximo entre dançadores e com coreografia mandada.

A poesia e a melodia da cantiga são da autoria do professor José Machado. No poema vincula-se a mensagem de apego à prática coreográfica de temas religiosos ou para-religiosos, registada em muitas cantigas que invocam patronos religiosos, sendo dominante a presença da Virgem Maria Mãe de Deus como fonte inspiradora de muitas cantigas populares. No poema invocam-se situações de dificuldade, passadas e presentes, momentos de festa e de dor, que foram ultrapassados com a ajuda da fé e da emoção religiosa, muito vincadas entre peregrinos e romeiros do Sameiro.

O folclore, nas suas dimensões de canto e dança, mas também de uso de trajes tradicionais consagrados como típicos de lugares e de regiões do nosso país, com relevo para a variedade dos trajares minhotos, é o tema da cantiga, na qual se assume a dimensão inspiradora, impulsora, que Nossa Senhora tem tido ao longo da história da cultura dos povos.

A melodia corre no modo de vira, com letra em redondilha menor.

Ficha técnica da cantiga:
Poética e melodia de José Machado; produção da Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé».
Arranjos e gravação: Daniel Pereira Cristo
Mistura e Masterização: Hélder Costa
Participação especial: Daniel Pereira (cordofones e percussão); Filipa Torres (voz solista); Gabriel Lopes (Flauta Transversal)

Senhora do Sameiro - rainha o folclore

O povo romeiro
Faz gosto em bailar
No monte Sameiro
Em frente ao altar
Em frente ao altar
Da Mãe protectora
Também é rezar
Bailar à Senhora

Na linha do tempo
Memórias sofridas
Ficaram, Senhora,
Por nossa demora
Na dança e no canto
Mais comprometidas
Que Vós sois, Senhora,
Exemplo maior
Raiz impulsora
De folclore

O povo romeiro
Faz gosto em bailar
No monte Sameiro
Em frente ao altar
Em frente ao altar
Da Mãe protectora
Também é rezar
Bailar à Senhora
As festas e as dores
Passadas e novas
Ficaram, Senhora,
Por nossa demora
Bordadas em cores
Nos trajes e modas
Que Vós sois, Senhora,

Exemplo maior
Raiz impulsora
De folclore
O povo romeiro
Faz gosto em bailar
No monte Sameiro
Em frente ao altar
Em frente ao altar
Da Mãe protectora
Também é rezar
Bailar à Senhora

Presentes anseios,
Temores e ameaças
Ficaram, Senhora,
Por nossa demora
Nestes devaneios
De bailar por graças
Que Vós sois, Senhora,
Exemplo maior
Raiz impulsora
De folclore

domingo, 19 de julho de 2020

Em louvor dos 80 anos de vida do grupo Folclórico das Lavradeiras de Santa Marta de Portuzelo




Em louvor dos 80 anos de vida do grupo Folclórico das Lavradeiras de Santa Marta de Portuzelo, 1940-2020.

Acumular valores para nossa reinvenção cultural (clique aqui para ler o PDF)

José Hermínio da Costa Machado, professor, aposentado, Mestre em Literatura e Cultura Portuguesa, dirigente e director técnico do grupo Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé» de Braga.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

São João 2020




S. João em tempo de pandemia

Vamos botar uma cantiga
Em louvor de S. João
O nosso tempo assim obriga
E a pandemia é a razão

Ó S. João inspirador
Dos excessos da folia
Dá-nos um dom cuidador
Dá-nos a sabedoria

Ó S. João propiciador
Do nosso divertimento
Dá-nos um dom cuidador
Dá-nos o conhecimento

Ó S. João motivador
Das paixões da mocidade
Dá-nos um dom cuidador
Dá-nos criatividade

Ó S. João regulador
Da festiva animação
Dá-nos um dom cuidador
Dá-nos a ponderação

Ó S. João anunciador
Do sentido da esperança
Dá-nos um dom cuidador
Dá-nos a perseverança

JM / Braga/ 2020

Trata-se de uma composição musical com letra e música de José Machado, construída no tempo e modo de chula minhota, com arranjos de harmonização e criação de estribilho separador melódico da autoria de Daniel Pereira Cristo. 

Na gravação intervieram elementos da Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé», com vozes e instrumental: concertina, clarinete em dó, braguesa, cavaquinho, castanholas. 

O Daniel foi responsável pela introdução da gaita-de-foles e do bandolim, criou a percussão, reforçou as cordas e também cantou. 

A poética cruza a linguagem popular com a dos valores religiosos, numa perspectiva humanista que integra, na dimensão do louvor ao orago S. João, a oração com súplica dos dons intelectuais e emocionais imprescindíveis ao entendimento e à superação de momentos difíceis, como é o caso da pandemia COVID 19. O separador ou estribilho instrumental confere à cantiga uma aproximação aos hinos ou marchas de celebração eufórica das emoções.

Deseja-se que esta cantiga possa mobilizar os ouvintes para uma coreografia de rua, tanto a nível individual como a nível de grupo, salvaguardadas as distâncias que as orientações de saúde aconselham neste momento.

Assim, quem dançar poderá, em passo de chula ou de malhão, rodopiar sobre si próprio, seguir em frente ou recuar, abrir os braços e imitar movimentações mais contemporâneas de voo, abraço ou devaneio pessoal de saudação e euforia.

Ficha técnica
Autor da letra e da melodia: José Machado (Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé»)
Arranjos e separador instrumental: Daniel Pereira Cristo
Mistura e Masterização: Hélder Costa
Executantes: Daniel Cristo, Henrique Viana, Luís Silva, José Machado, Fernando Faria, João Fernandes, José Faria, Hermínia, Albertina Fernandes, Joana Sofia, Ilda Barros, António Machado, António Teixeira, Casimiro Pereira.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

1979-2019: nos 40 anos de um projecto de folclore


No ano lectivo de 1978-79, a primeira surpresa foi o facto de este projecto de constituição de um grupo folclórico ter sido concebido em ambiente escolar por e para professores, em Braga. Já havia grupos com carácter corporativo e alguns tinham-se formado integrando vários estratos intelectuais, mesmo dentro de escolas. A iniciativa foi gerando o entusiasmo da classe docente dentro da cidade que o acolheu com muita simpatia, com grupos a favorecerem a sua constituição e organização, ainda que com alguma parcimónia de partilha de repertórios e saberes.

A segunda surpresa esteve na sua própria programação de trabalho, com objectivos de estudo aprofundado das práticas culturais até então consideradas dominantes no movimento folclórico: recolha de cantares, diversidade de modas e modos de trajar, tipificação paradigmática de unidades de comunicação, edição cultural, iniciativa cultural na cidade. As dinâmicas da cultura tradicional popular constituíram-se programas de trabalho desde os alvores do século XIX e mantêm-se até hoje. Consideramo-las importantes para a revitalização cultural da sociedade, não tanto pelas oportunidades de representação de modos de ser e de estar já caídos em desuso, mas sobretudo por representarem um capital simbólico de valores patrimoniais físicos e imateriais que no presente cumprem funções de identidade e mudança, revitalização literária e musical, estética, artística, artesanal, industrial.

Ao longo dos seus 40 anos de actividade, o Grupo, primeiro nomeado Folclórico de Professores de Braga, depois Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé», esteve sedeado na Escola Francisco Sanches, em cujas instalações, agora desactivadas como escola, ainda se mantém, em condições de habitabilidade e funcionamento muito críticas e frágeis. Ensaia nas novas instalações da Escola Francisco Sanches, na sala do aluno, mantendo uma boa colaboração com a comunidade escolar da mesma.
As participações artísticas em espaços escolares ou de natureza educativa, como colóquios, congressos, semanas culturais, festividades, e as participações em festas de solidariedade, para além da iniciativa cultural em projectos autónomos, como exposições, edição de discos, edição da revista Água Mole (4 números), publicações específicas, intervenções na festa de S. João, fogueira de Natal, festivais de folclore, cantos de Reis e Janeiras, são as evidências do seu trabalho e da sua evolução de composição de recursos humanos. A este propósito, 40 anos foram sendo caminhados com a presença de recursos humanos muito capacitados, generosamente empenhados e graciosamente colaborativos. O facto de neste grupo todo o investimento patrimonial em instrumentos e trajes ser de iniciativa pessoal favorece a coesão e aumenta a diversidade de composição figurativa.

A Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé» de Braga, herdeira de todo o historial do grupo folclórico de professores, continuará a fazer seus os propósitos da investigação das práticas culturais, a iniciativa cultural de recriação, a criatividade específica para projectos diferenciadores, a colaboração institucional com outras associações e com a cidade. Numa altura em que a diversidade de desempenhos artísticos constitui um desafio integrador de
pessoas e instituições, estes 40 anos passados constituem uma sedimentação de processos que enche de orgulho os seus actuais membros e os motiva a prosseguir, sempre na esperança de novas agregações de vontade e de colaboração.
A celebração dos 40 anos consiste na deposição, às 11:00 horas do dia 26 de Outubro, de uma escultura musical na campa de associados já falecidos, na celebração, às 19:30 horas do mesmo dia, de uma missa de acção de graças na Igreja de S. Vítor e na organização de um jantar para os sócios, familiares e entidades convidadas.

Ao longo destes 40 anos, é imperativo o nosso agradecimento a grupos propulsores, como o grupo Dr. Gonçalo Sampaio de Braga e o Grupo das Lavradeiras de Parada de Gatim, a organismos e instituições públicas como a Câmara Municipal de Braga, as Juntas de Freguesia de S. Vitor, de S. João do Souto e S. José de São Lázaro, de Maximinos, Sé e Cividade, a organismos de utilidade pública como o Inatel, à Associação de Festas de S. João, à Confraria do Sameiro, a poetas e compositores como Castro Gil, Silva Araújo, António da Costa Gomes, Joaquim Santos, Hugo Torres, a casas comerciais da cidade, a patrocinadores e doadores de materiais e objectos, a informadores, estudiosos, colaboradores e amigos. A todos quantos, até ao presente, integraram este grupo, ao longo dos seus 40 anos, o nosso reconhecimento e o nosso muito obrigado.

José Machado, director artístico da Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé»

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Os Sinos da Sé - 40 anos ...

A caninha verde "Os Sinos da Sé" é a nossa identidade.



Os Sinos da Sé
(Letra de José Machado)


Cantador:
Boa noite, minha gente,
Olá, então como é!
Agora, na vossa frente,
Tocam «Os Sinos da Sé»
Cantigas de antigamente
De folguedo ou de fé.


Cantadeira:
A ocasião serve até
Para a todos saudar,
O grupo «Os Sinos da Sé»,
É de Braga e tem vagar,
P'ra neste toque chamar
Toda a gente a dar ao pé.


Cantador:
A cantar e a dançar,
Que bem o corpo se ilude,
E até ganha mais saúde
Quanto melhor praticar,
«Sinos da Sé» são virtude
Que se pode apreciar.


Cantadeira:
Por muito que a vida mude,
Sempre é bom divertimento,
Desde que sempre se cuide
De tocar com sentimento;
E Deus do céu nos ajude
A todos neste momento.


Cantador:
Que bom é passar o tempo,
Ter os anos e as lembranças
De outros sons, outras andanças,
Que nos deram mais alento
E agora dão esperanças
De maior contentamento.


Cantadeira:
Cantigas e contradanças
Fazem falta dia-a-dia
Aos adultos e às crianças,
Ao Manel e à Maria
Que a festa tem semelhanças
C'uma grande romaria. 


segunda-feira, 29 de julho de 2019

Santa Marta das Cortiças 2019

Um mês de Julho com muito folclore que culminou com o arraial em Santa Marta das Cortiças em Esporões, Braga.
Aqui no Vira de Vila Verde, homens dum lado mulheres do outro.




segunda-feira, 22 de julho de 2019

Festival Internacional de Folclores de Braga 2019

Coube-nos o encerramento dos 3 dias do evento na Praça do Municipio, pela primeira vez. Assim ao outro dia o Correio do Minho falou dos nossos 40 anos, juntamente com os 25 anos do Rancho Folclórico de Nogueira.
A foto do Vira Geral, onde descemos ao terreiro e dançamos com quem quis, é da autoria de Abel Cunha.


segunda-feira, 17 de junho de 2019

Viva o São João de Braga....Viva


Os Sinos da Sé têm um reportório dedicado ao São João de Braga...
No dia 18 de Junho no Largo São João do Souto, no palco dos Artesãos, vamos cantar estas:




Hino de Braga
Hino de S. João (marcha de S. João)
Se S. João bem soubera
S. João para ra ra
E viva olé, olé, olé, meu bem
S. João a 24
Ó meu S. João Baptista
Siga a rusga pelas ruas da cidade
Cantemos o S. João (Chula a S. João)
S. João de Cervães (Tu se fores ao S. João)

quinta-feira, 30 de maio de 2019

sábado, 11 de maio de 2019

São João 2019 ...em curso


São João 2019

E viva a festa
Viva o povo viva o santo
São João todo se presta
e em Braga tem mais encanto