sexta-feira, 9 de abril de 2021

Lançamento do CD - Na procissão da Burrinha -5º anúncio

Vem aí o CD - Na procissão da Burrinha - e este Lavrador d' arada narra a história de «Jesus pobrezinho», tema retomado da tradição do romanceiro, in Velhas Canções e Romances Populares Portugueses, de Pedro Fernandes Tomás, Coimbra, 1913. A nossa versão interpreta o tema em compasso binário de acordo com a marcha processional. Siga-nos até à próxima história.

domingo, 14 de março de 2021

Lançamento do CD - Na procissão da Burrinha -4º anúncio

Esta melodia (Lá se vai Nossa Senhora do Egipto para Belém) relata um milagre. É tão bonita! mas só a podemos ouvir a 31 de março quando sair o disco, agora ouça a história que sendo tão pequena é tão grande!

"[..] O menino comeu uma / começou o cego a ver
- Cego, quem te deu tal vista / cego, quem te deu tal ver?
- Foi Nossa Senhora a Virgem, só ela tem tal poder."
Quer saber/ouvir tudo?
Siga-nos aqui.

Lançamento do CD - Na procissão da Burrinha -3º anúncio

A ideia do "Esa é Maria" é que as músicas migram entres os povos. Aproximam, cruzam territórios e da Galiza, passando pela Peneda chegou a Braga. Nesta música Maria é tratada como a nossa mãe que nos mima, nos alivia e nos aconchega.

Pense na sua mãe e essa é que é Maria.
Ouça, ouça este cibinho.
Siga-nos e espere mais uma história.

Lançamento do CD - Na procissão da Burrinha -2º anúncio

Vamos espreitar este "Louvai o Senhor" ali na avenida central mesmo ao pé do lar D.Pedro V.

Louvai o Senhor/Seu nome invocai,
O Seu esplendor/Aos povos cantai!
Curioso? Tem a ver com o leitura dos salmos 77 e 104!
Siga-nos até à próxima história.

Lançamento do CD - Na procissão da Burrinha -1º anúncio

Ouçamos o anúncio do diretor artístico dos "Sinos da Sé", Prof. José Machado.
Siga-nos, em cada música uma história.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Fartura de Reis (Janeiras 2021)

Estas reisadas têm a seguinte história: o coro «pombas, perdizes...» foi-nos transmitido pelo Dr. Carlos Aguiar Gomes que o tem de memória de sua infância em Celorico de Basto; as estrofes dedicadas aos da casa são da autoria de José Machado, bem como a sua melodia e o estribilho instrumental separador; o arranjo e a produção são de Daniel Pereira Cristo, bem como a edição áudio, o qual também participa a nosso pedido, pelo reconhecimento público de seu trabalho; a edição vídeo é de José Pedro Melo. 


Quem diremos nós que viva

Em S. Victor neste dia

Viva o senhor presidente

Mais a sua gente

Desta Freguesia.

 

Nós vimos cantar os Reis                 

Em tempo de pandemia

Para que o senhor presidente

Nos dê de presente

A sua alegria.

 

Já comemos, já bebemos,

Já temos nossa maquia

Já só nos falta a vacina

Pra ver se termina

Esta pandemia.


Letras alternativas : 1ª

Fartura de Reis

(de Carlos Aguiar/ JM/ ACG)

Pombas, perdizes,

Pirus e capões,

Chouriços de mel,

Também salpicões;

Rosca, pão leve,

Garrafa do fino,

Dinheiro corrente

Prò nosso destino

 

Por termos cantado os Reis

Em casa de bons senhores,

Nossos ganhos ouvireis,

Aqui bem contados,

Pedindo louvores.

 

Do governo da cidade,

A quem demos boas festas,

Falamos com à vontade

Do que recebemos,

Tirando as promessas.

 

Da Junta de Freguesia

Que tão bem nos acolheu,

Para além da simpatia

Pagou-nos a festa

E ainda nos deu.

 

Foi cumprida a tradição,

Agora já vós sabeis

Quanto rende esta paixão

De andar pelas ruas

A cantar os reis.

sábado, 2 de janeiro de 2021

LoParió - última produção 2020 da ACF "Os Sinos da Sé"


O tema foi criado pelo mestre José Machado, harmonizado pelo maestro António Costa Gomes e arranjado pelo insigne músico bracarense Daniel Pereira Cristo.
A letra é de Gil Vicente 1503, três estrofes da dança e do canto que as personagens fazem no fim do Auto dos três Reis Magnos.
Vozes:
José Machado, Isabel Antunes, Daniel Pereira Cristo, Francisco Faria, Joana Silva e Ilda Barros
Instrumental:
Daniel Pereira (cordas, percussões, gaita de foles)
José Machado (clarinete em dó)
Henrique Viana (braguesa)
Gravação:
Daniel Pereira Cristo
Masterização:
Helder Costa

Fotos de livros:Biblia,  Cristo Na Arte e La Navid en el  arte medieval. 
Braga, dezembro de 2020  "Os Sinos da Sé"


Quando la Virgen Bendita lo parió
 todo o mundo lo sintió 
 los coros angelicales
 todos cantan nueva gloria
 los três reyes la vitória
 de las almas humanales
 en las tierras principales se sonó
 quando nuestro diós nasció

 - Auto dos Reis Magos, Gil Vicente, 1503

 

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Produções 2020 - youtube

Veja no Youtube as produções originais em 2020:

São João em Tempo de Pandemia


Senhora do Sameiro-Rainha do Folclore

O movimento de grupos folclóricos empenhado na realização do evento VAMOS BAILAR À SENHORA, que se realiza desde 2004, decidiu concretizar o mesmo na forma de ajuntamento simbólico, cumprindo as regras de distanciamento e de higiene recomendadas pela DGS no contexto da pandemia COVID19. Dado que também não se realiza peregrinação dos emigrantes, a cerimónia de presença dos grupos folclóricos ficará reduzida à execução da cantiga «A Senhora do Sameiro deita fitas a voar», no exterior da cripta, estando exposto o andor da Senhora ao fundo da escadaria.
Os membros dos grupos folclóricos apresentar-se-ão trajados, com máscara de protecção recomendada.
Depois da cantiga, ouvir-se-á uma gravação de outra cantiga composta pelo professor José Machado, um vira dedicado à Senhora do Sameiro em tempo de pandemia, a qual poderá ser acompanhada com passos de dança executados individualmente pelos componentes disponíveis, na forma de fila, com distanciamento máximo entre dançadores e com coreografia mandada.

A poesia e a melodia da cantiga são da autoria do professor José Machado. No poema vincula-se a mensagem de apego à prática coreográfica de temas religiosos ou para-religiosos, registada em muitas cantigas que invocam patronos religiosos, sendo dominante a presença da Virgem Maria Mãe de Deus como fonte inspiradora de muitas cantigas populares. No poema invocam-se situações de dificuldade, passadas e presentes, momentos de festa e de dor, que foram ultrapassados com a ajuda da fé e da emoção religiosa, muito vincadas entre peregrinos e romeiros do Sameiro.

O folclore, nas suas dimensões de canto e dança, mas também de uso de trajes tradicionais consagrados como típicos de lugares e de regiões do nosso país, com relevo para a variedade dos trajares minhotos, é o tema da cantiga, na qual se assume a dimensão inspiradora, impulsora, que Nossa Senhora tem tido ao longo da história da cultura dos povos.

A melodia corre no modo de vira, com letra em redondilha menor.

Ficha técnica da cantiga:
Poética e melodia de José Machado; produção da Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé».
Arranjos e gravação: Daniel Pereira Cristo
Mistura e Masterização: Hélder Costa
Participação especial: Daniel Pereira (cordofones e percussão); Filipa Torres (voz solista); Gabriel Lopes (Flauta Transversal)

Senhora do Sameiro - rainha o folclore

O povo romeiro
Faz gosto em bailar
No monte Sameiro
Em frente ao altar
Em frente ao altar
Da Mãe protectora
Também é rezar
Bailar à Senhora

Na linha do tempo
Memórias sofridas
Ficaram, Senhora,
Por nossa demora
Na dança e no canto
Mais comprometidas
Que Vós sois, Senhora,
Exemplo maior
Raiz impulsora
De folclore

O povo romeiro
Faz gosto em bailar
No monte Sameiro
Em frente ao altar
Em frente ao altar
Da Mãe protectora
Também é rezar
Bailar à Senhora
As festas e as dores
Passadas e novas
Ficaram, Senhora,
Por nossa demora
Bordadas em cores
Nos trajes e modas
Que Vós sois, Senhora,

Exemplo maior
Raiz impulsora
De folclore
O povo romeiro
Faz gosto em bailar
No monte Sameiro
Em frente ao altar
Em frente ao altar
Da Mãe protectora
Também é rezar
Bailar à Senhora

Presentes anseios,
Temores e ameaças
Ficaram, Senhora,
Por nossa demora
Nestes devaneios
De bailar por graças
Que Vós sois, Senhora,
Exemplo maior
Raiz impulsora
De folclore

domingo, 19 de julho de 2020

Em louvor dos 80 anos de vida do grupo Folclórico das Lavradeiras de Santa Marta de Portuzelo




Em louvor dos 80 anos de vida do grupo Folclórico das Lavradeiras de Santa Marta de Portuzelo, 1940-2020.

Acumular valores para nossa reinvenção cultural (clique aqui para ler o PDF)

José Hermínio da Costa Machado, professor, aposentado, Mestre em Literatura e Cultura Portuguesa, dirigente e director técnico do grupo Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé» de Braga.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

São João 2020




S. João em tempo de pandemia

Vamos botar uma cantiga
Em louvor de S. João
O nosso tempo assim obriga
E a pandemia é a razão

Ó S. João inspirador
Dos excessos da folia
Dá-nos um dom cuidador
Dá-nos a sabedoria

Ó S. João propiciador
Do nosso divertimento
Dá-nos um dom cuidador
Dá-nos o conhecimento

Ó S. João motivador
Das paixões da mocidade
Dá-nos um dom cuidador
Dá-nos criatividade

Ó S. João regulador
Da festiva animação
Dá-nos um dom cuidador
Dá-nos a ponderação

Ó S. João anunciador
Do sentido da esperança
Dá-nos um dom cuidador
Dá-nos a perseverança

JM / Braga/ 2020

Trata-se de uma composição musical com letra e música de José Machado, construída no tempo e modo de chula minhota, com arranjos de harmonização e criação de estribilho separador melódico da autoria de Daniel Pereira Cristo. 

Na gravação intervieram elementos da Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé», com vozes e instrumental: concertina, clarinete em dó, braguesa, cavaquinho, castanholas. 

O Daniel foi responsável pela introdução da gaita-de-foles e do bandolim, criou a percussão, reforçou as cordas e também cantou. 

A poética cruza a linguagem popular com a dos valores religiosos, numa perspectiva humanista que integra, na dimensão do louvor ao orago S. João, a oração com súplica dos dons intelectuais e emocionais imprescindíveis ao entendimento e à superação de momentos difíceis, como é o caso da pandemia COVID 19. O separador ou estribilho instrumental confere à cantiga uma aproximação aos hinos ou marchas de celebração eufórica das emoções.

Deseja-se que esta cantiga possa mobilizar os ouvintes para uma coreografia de rua, tanto a nível individual como a nível de grupo, salvaguardadas as distâncias que as orientações de saúde aconselham neste momento.

Assim, quem dançar poderá, em passo de chula ou de malhão, rodopiar sobre si próprio, seguir em frente ou recuar, abrir os braços e imitar movimentações mais contemporâneas de voo, abraço ou devaneio pessoal de saudação e euforia.

Ficha técnica
Autor da letra e da melodia: José Machado (Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé»)
Arranjos e separador instrumental: Daniel Pereira Cristo
Mistura e Masterização: Hélder Costa
Executantes: Daniel Cristo, Henrique Viana, Luís Silva, José Machado, Fernando Faria, João Fernandes, José Faria, Hermínia, Albertina Fernandes, Joana Sofia, Ilda Barros, António Machado, António Teixeira, Casimiro Pereira.