quarta-feira, 17 de julho de 2013

"Tardes de Domingo"

As tardes de domingo de julho a agosto, na avenida central em Braga, são tardes de calor, de dança, de cantoria , de música tradicional, de folclore.



Alargai-vos raparigas - é o nome desta música - recolhida no Asilo São José cuja dança, resumidamente,  é p'ra dentro e p'ra fora.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Nós vemo-nos assim!


(Fotografia extraída da página do facebook de Luís Filipe Mourão, tirada por ele próprio e autorizada a ser retomada por nós. Obrigado. cf. https://www.facebook.com/photo.php?fbid=548151311911694&set=t.100000450584411&type=1&theater)

Assim nos expusemos mais uma vez, mais um ano e sempre, como cantámos já em outra ocasião. A fotografia capta um momento, uma ocasião e um processo cultural. O momento é o da passagem do grupo a cantar pelo lugar, numa altura em que o sol inundava o poente e se expandia pela Rua do Souto criando um foco de luz que é todo porosidade ao irreal e ao transcendente. A posição da câmara à altura dos olhos do romeiro ou espectador, em plano de conjunto, com alinhamento de verticalidades várias, gerou um fotografia documental. A ocasião foi a da passagem da procissão da Rua do Souto para a Rua de S. Marcos, cortando a meio a esplanada d'A Brasileira, com os toldos a fazerem de espelhos reflectores de  luz para o edificado e criando dois planos na horizontalidade: no solo, o amontoado de povo que assiste com sinais evidentes de atenção e, no alto, a divisão do espaço entre árvores, casario e céu. O processo cultural é o da nossa participação na procissão dos santos do mês de Junho no dia de S. João, nesta cidade de Braga, a 24 de Junho. A nossa participação faz-se num estilo de representação folclórica, trajados à moda da sociedade rural e urbana dos primeiros quartéis do século passado, figurando atitudes de vivência religiosa que se consideram na tradição cultural: a interpretação de cânticos religiosos, o desfilar em agregação quase espontânea de povo (sem formalismos exagerados de desfile ou exposição dos corpos); a finalidade da participação não é tanto a reprodução de um quadro historicamente plausível, mas o uso da forma tradicional para afirmar a vontade contemporânea de exprimir na procissão um cantado significativo e uma presença cultural do folclore que ainda mantém no nosso presente uma vitalidade muito expressiva em termos de socialização, de reflexão e de afirmação de valores. Posto por JM

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Festas de São João 2013 - procissão de todos os Santos

Esta majestosa procissão aconteceu dia 24 de junho de 2013, uma segunda-feira calorosa, com muito público nas ruas.
«Os Sinos da Sé» cantaram ao longo da procissão um novo cântico "São João a 24".



E fechámos a Procissão na Sé Catedral...é ver e ouvir e sentir.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

São João a 24

Todos e tudo se prepara para a noite mais longa de Braga, a passagem de 23 para 24 de Junho.

Entretanto andámos pela cidade decorada a preceito e assistimos ao Festival Folclórico do S.João - edição 2013, n avenida Central, com o sol a estalar e com os grupos, Rusga de S.Vicente (Braga), Rancho folclórico de Santa Eulália de Beiriz (Póvoa do Varzim), Grupo folclórico de Coimbra, Grupo folclórico de Nespereira (Cinfães), Grupo folclórico Hélios de Figueiredo (Braga), Rancho folclórico As Fogaceiras (Sta Maria da Feira), Ronda Típica da Meadela (Viana do Castelo) e Grupo folclórico dr. Gonçalo Sampaio (Braga). O mix de fotografias é aleatório.


As músicas foram captadas na Videoteca de Braga aonde assistimos a uma apresentação de Rui Ferreira intitulada "O São João é de Braga", fruto de uma tese de mestrado, aonde se conclui que "...se podemos apontar uma data para o início de festejos significativos em honra de S.João em Braga, somos obrigados a apontar o ano de 1150, data em que foi fundada uma igreja dedicada a este santo..."

quarta-feira, 19 de junho de 2013


Falecimento da Carmo (19-06-2013)

Informamos todos os nossos amigos, familiares e conhecidos, do falecimento da Maria do Carmo Cruz (1963-2013), elemento da nossa associação e membro da actual direcção.
Apresentamos ao seu marido, aos seus filhos, à sua mãe e aos seus irmãos e demais familiares os nossos sentimentos de pesar e comungamos com eles deste sofrimento e desta perda irreparável.
A Maria do Carmo Cruz trabalhava na casa de Saúde do Bom Jesus, em Nogueiró.
Foi uma associada generosa, leal, dedicada e profundamente imbuída do espírito de partilha dos valores culturais em que assenta a nossa associação.
Ela trouxe ao nosso grupo bem estar e felicidade, entusiasmou-nos, valorizou-nos.
Honraremos a sua contribuição pessoal e cultural.
Paz à sua alma e que na eternidade de Deus descanse em paz. (JM)


terça-feira, 11 de junho de 2013

Montariol - Vira da Várzea

Segundo o nosso mestre ensaiador, uma estreia [hoje em dia, em plena era de ecrãnização] é uma estreia mundial.
E assim foi, em  Montariol, no passado dia 8 de junho, sábado, vésperas de Santo António, o público, algum nevoeiro e alguma chuva miúdinha juntaram-se a nós.
Com o mestre também a dançar, este "bira"  saído duns poucos ensaios, foi assim estreado na chã daquele seminário e vai percorrer o mundo pelos ecrãs dos dispositivos electrónicos que o visualizarem!
 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Pagella de São joão

Vem do latim esta pagella, esta paginazinha, esta parcela que inclui dois cânticos ao São João de Braga, ao São João da Ponte, que parecendo diferentes são o mesmo homem que batizou Jesus no rio Jordão...

Viva S. João da Ponte.

S. João de Deus querido,
Quando sai a passear,
Vê o povo divertido
A cantar e a dançar.

S. João de Deus amado,
Quando sai em seu andor,
Vê o povo animado
A rezar em seu louvor.

Viva S. João, S. João da Ponte,
Viva S. João, S. João de Braga,
Que nos pôs no horizonte
Uma luz que não se apaga!

Viva o nosso S. João,
Entre todos o maior,
Que nos deu a condição
Para o mundo ser melhor!

S. João de Deus bendito,
Quando sai por aí fora,
Vê o povo aflito
Com guerras a toda a hora.

S. João de Deus louvado,
Quando sai pela cidade,
Vê o povo precisado
De solidariedade.

Letra de José Machado.
Música de A. Costa Gomes.
Criado para a procissão das festas
de S. João de Braga em 2002.

  
A 24 de Junho devemos confluir em Braga para a Capela situada no Parque da Ponte, mas partir da Igreja de São João do Souto ali no largo das Frigideiras...este cântico será cantado durante a procissão ...


S. João a 24

S. João na nossa terra
É orago secular:
Tem confrades, tem capela,
Tem bandeira e tem altar.
A 24 de Junho
O devemos festejar!

S. João, S. João da Ponte
Repenica aí por nós
S. João, S. João do Souto
Repenica com ardor
S. João, S. João de Braga
Repenica a nossa voz
S. João, S. João no mundo
Repenica, repenica o nosso amor!

S. João na nossa terra
É profeta precursor:
Sua história nos revela
A mensagem do Senhor.
A 24 de Junho
O levamos no andor!

S. João na nossa terra
Tem hino tradicional
Toda a gente o interpreta
Em trauteio natural.
A 24 de Junho
O tornamos ritual!

S. João na nossa terra
É orago sedutor
Em redor de si congrega
Tanto o rei como o pastor.
A 24 de Junho
O tratamos com primor!

Letra de José Machado.
Música de A. Costa Gomes.
Criado para a procissão das festas
de S. João de Braga em 2013.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Ofertório

Mês de maio
mês de Maria
hoje dia 13 de Maio, colocámos on-line um cântico especial...


Braga, igreja octogonal de estilo barroco de São Sebastião, 2013.

domingo, 5 de maio de 2013

Senhora da Mensagem - Missa na igreja de São Sebastião

sábado, dia 4 de maio de 2013, missa na igreja de São Sebastião em homenagem à incorporação militar  de 1965 que iria participar na guerra do ultramar na Guiné.



No final da Eucaristia cantámos esta "Senhora da mensagem"

domingo, 14 de abril de 2013


A Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé», o Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches e a Junta de Freguesia de S. Vítor convidam os cidadãos bracarenses a tomar parte na missa de homenagem ao


Dia 20 de Abril, Sábado, às 19:30, na Igreja de S. Vítor

Pelas 18:30 a Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé» interpretará algumas peças do seu repertório no adro da Igreja de S. Vítor, lembrando assim a tradição festiva de considerar o adro ou terreiro da Igreja como lugar privilegiado do convívio e da festa.
Por ter a sua sede na Escola EB 2/3 Dr. Francisco Sanches, desde o ano lectivo de 1978/79, e por o padre Mendes de Carvalho ser na altura professor e membro do então conselho directivo da escola (1974-1980), esta homenagem ganha o sentido do dever de agradecimento ao professor e pedagogo que, entre outras contribuições, apoiou a constituição desta associação cultural, (então como Grupo Folclórico de Professores) dando o seu contributo na aprendizagem, execução polifónica e divulgação das modas de terno ou corais da música de tradição oral desta região. 
Sendo o padre Mendes de Carvalho músico compositor e estudioso da organologia, entre outras dimensões da música, e sendo na altura pároco em Padim da Graça, recolheu espécimenes da música polifónica tradicional, bem como harmonizou e compôs peças para uso coral e instrumental, retomadas da mesma tradição popular, provenientes desta nossa região minhota e não só.
O Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches celebra no ano lectivo 2013/2014 os 40 anos da fundação e existência da Escola Dr. Francisco Sanches, efeméride que confere a esta homenagem um sentido de dever de memória de quantos deram e dão corpo à escola, sustentando-a de recursos, ideias, eventos e práticas pedagógicas.
Nesta homenagem, que toma a forma cultural da missa dominical, serão interpretadas criações do padre Mendes de Carvalho que foram compostas para os vários momentos do ritual comum e próprio: o cântico de entrada, o salmo responsorial, o credo, o ofertório, a comunhão e o cântico final. Por estas composições se poderá constatar como a sua inspiração e construção conciliam os propósitos da exposição e reflexão pastoral e os propósitos da assimilação popular, criando o gosto da sua interpretação e divulgação. Nos textos e nas melodias emergem os fios condutores da concentração religiosa da mensagem, com uma clara orientação pedagógica e didáctica de divulgação da mesma, especialmente dirigida aos mais novos.
Esta homeagem ao senhor padre Mendes de Carvalho constitui um momento solene de celebração dos 40 anos da fundação e existência da Escola Dr. Francisco Sanches (1973-2013), sede do agrupamento de escolas com o mesmo nome e hoje em reconstrução e requalificação.
«O Pe. Joaquim Azevedo Mendes de Carvalho era natural da paróquia de Vila das Aves, Arciprestado V. N. Famalicão, onde nasceu a 19 de Julho de 1930. Foi ordenado sacerdote em 1953, tirou o Curso Superior de Composição e Orquestração, foi professor de Canto Gregoriano, Piano e Órgão no Seminário de Filosofia de Braga. Em 1954 foi nomeado pároco de Padim da Graça, Arciprestado de Braga, onde permaneceu durante 34 anos e onde hoje a sua acção pastoral é considerada exemplar. Em 1988 foi nomeado Capelão da Ordem da Visitação, em Vila das Aves, Arciprestado de V. N. Famalicão, funções que manteve até à data da sua morte. Entre 1998 e 2000 exerceu as funções de Vigário Paroquial de Delães, em 2002 foi nomeado Vigário Paroquial de Bairro até 2005. Como professor de Música e de Composição leccionou no Seminário e Colégios de Braga (Diogo de Sousa, Dublin e Teresiano), no Liceu Sá de Miranda, na Escola de Magistério Primário de Braga e nas Escolas André Soares, Pires de Lima, Dr. Francisco Sanches e Vila das Aves, Centro de Arte e Cultura Popular de Bairro e Conservatórios de Música de Braga e Guimarães. Foi fundador da “Nova Revista de Música Sacra”, da “Música Nova” e “Ars Lusitana Organis”, foi ainda fundador da Associação Portuguesa Amigos do Órgão, tendo colaborado no restauro de 10 órgãos e sido responsável pela publicação de 32 opúsculos musicais de Manuel Faria, Benjamim Salgado e Joaquim Santos.»
JM