quarta-feira, 16 de novembro de 2016

duas pinguinhas/duas sardinhas

(pequena história)
Estávamos nós, num ensaio, a cantar o refrão da música São Martinho de António Cabral (escritor transmontano 1931-2007):
" Dá-me castanhas, bem assadinhas
E a acompanhar duas sardinhas."

antes do verso seguinte diz o Prata...não é duas sardinhas (diz isto sempre que canta esta música)...é duas pinguinhas...virado para mim e a abanar a cabeça...não é assim...
antes de entaramelar o resto do refrão eu disse-lhe mas o poeta ... fez assim!
pois, retorquiu e continuamos...

"Quentes e boas são as castanhas
Dos castanheiros que há nas montanhas."

quando íamos repetir, o Prata finalizou com um prontos lá pr'a trás-os-montes é sardinhas mas aqui será pinguinhas!!!

O vinho bebeu-se, as castanhas sobraram estas... para a fotografia.

O Prata, o senhor Prata. O senhor professor Prata vestido de criado ou lavrador pobre com duas peças brancas de linho, a camisa feita de estopa e as calças de tomentos (linho de 2ª ou 3ª escolha) atada à cinta por uma corda...

O refrão do poeta é assim: 

"Dá-me castanhas, bem assadinhas
E a acompanhar duas sardinhas.
Quentes e boas são as castanhas
Dos castanheiros que há nas montanhas."

1 comentário:

  1. Quem tem razão é o Prata, senhor Prata ou senhor professor Prata, as castanhas pedem uma pinguinha e mai nada

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