segunda-feira, 24 de março de 2014

Vira Alegre de Palmeira

Uma estreia.
Folclore do século 21.
Um vira.
Alegre.
De Palmeira.
Mas aqui transformado.
Com uma voz de Soprano.

TRADIÇÃO

Quantas vezes o sol nos beija o pão!
Quantas vezes a fé nos abre o mar!
Assim olhamos a flor no chão,
Assim ouvimos as aves pelo céu cantar!

Quanta alegria vai
Correndo pelos campos além:
São os dias para semear
Com as mãos de toda a gente de bem.

Quantas vezes o céu nos marca a voz!
Quantas vezes a dor nos dobra a luz!
Assim buscamos saber de nós,
Assim guardamos os sons que a tradição conduz!

Quanta saudade sai
Dos olhos que nos falam de amor:
São a água pura que nos cai
Dos lábios de toda a gente em redor!

José Machado
Criei esta letra para ser cantada durante a execução do «Vira alegre de Palmeira» numa simbiose de popular com erudito, trabalho de criação melódica que pedi ao compositor e professor António da Costa Gomes. Tudo porque entrou para o grupo a soprano e professora Teresa Couto, uma cantora lírica de muita nomeada em Braga, por ter pertencido a coros e grupos polifónicos e por ter-se apresentado como solista em muitos concertos . O motivo recolhido é instrumental, nunca lhe ouvi letra, mas sempre considerei que a merecia. Dediquei este poema à memória do professor Maia (ver meu blogue http://mineirodejales.blogspot.pt/2013/03/vira-alegre-tradicao.html, pessoa com quem trilhei alguns caminhos nestas vivências folclóricas de andar a retomar os sons da tradição.

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