terça-feira, 28 de outubro de 2014

Ver os outros ajuda sempre

Andei por Praga em Agosto e lá tive a sorte de assistir à parada e ao Festival de Folclore e falei com alguns componentes de grupos. O que me impressionou: primeiro, anda muita gente de idade nos grupos de folclore, o que quer dizer que há menos jovens a entrar; segundo, as variedades de grupos aumentaram, o que significa que o «território» folclórico se está a reconfigurar. A questão dos mais velhos e dos mais jovens faz variar sobretudo a percepção das dinâmicas coreográficas, O aumento da variedade de grupos (quase se pode fazer um grupo a partir de uma ideia cultural qualquer, como é o caso das bruxas) modifica as percepções do que se entende por folclore e sobretudo por grupo folclórico.











 





 

 


  

 

 

 


 

 


A parada folclórica não primou pela organização - lá como cá todos os improvisos concorrem para a folclorização da própria ideia de parada ou desfile. Cada grupo justifica bem a sua história e cumpre a função. Os grupos actuaram em três palcos espalhados pela cidade e no fim da parada passaram todos pelo palco só para receberem o certificado de presença. A intervenção dos grupos ao longo da parada joga com as pausas, mas também com as solicitações da assistência. Não esteve presente nenhum grupo português, mas esteve um grupo brasileiro que mostrou as pélas (mulheres aos ombros de homens, realidade que eu só conhecia de documentação histórica).



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